Segurança

Polícia cumpre mandados contra organização que vendia cirurgias bariátricas do SUS

Um dos alvos é um vereador e candidato a reeleição da cidade de Carlópolis

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações da Polícia Civil
Polícia cumpre mandados contra organização que vendia cirurgias bariátricas do SUS
(Foto: Polícia Civil/Reprodução)

29 de outubro de 2020 - 08:38 - Atualizado em 29 de outubro de 2020 - 08:38

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas para cumprir sete mandados judiciais, na manhã desta quinta-feira (29). Essa é a segunda fase da operação que investiga uma organização criminosa que teria lucrado mais de R$ 10 milhões com a venda de cirurgias bariátricas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em hospital da Região Metropolitana de Curitiba.

Os policiais civis têm a missão de cumprir dois mandados de prisão temporária, sendo um dos alvos um vereador e candidato a reeleição da cidade de Carlópolis, e cinco mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais estão sendo cumpridas nas seguintes localidades: Carlópolis, Santo Antônio da Platina, Jacarezinho, todos municípios do Norte Pioneiro do Estado, e em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo as investigações, o vereador teria falsificado guias do SUS. Isso possibilitava encaminhamento de pacientes, principalmente do Estado de São Paulo, para fazerem cirurgias bariátricas no hospital do Paraná. Ele atuaria juntamente com médicos que assinavam essas guias.

A organização criminosa é investigada pelos crimes de extorsão, falsidade ideológica, uso de documento falso, concussão e organização criminosa.

Crime no sistema de saúde

O grupo criminoso, por meio de redes sociais ou indicações, entrava em contato com pessoas de vários estados brasileiros (a maioria de SP e SC), interessadas em realizar cirurgia bariátrica. Os pacientes, muitas vezes, estavam aguardando há anos na fila para serem operados pelo SUS, e acabavam aceitando pagar até R$ 3 mil em cirurgias que deveriam ser gratuitas.

As investigações ainda apontam que o grupo criminoso conseguiria receber em duplicidade os valores pagos pelo SUS ao hospital pelas cirurgias bariátricas.

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