Segurança

PM confessa que matou olheiro do tráfico durante compra de drogas em Curitiba

O policial usou a arma de serviço, uma pistola .40, para desferir cinco tiros na vítima; a discussão foi motivada porque o suspeito foi repreendido por urinar na rua

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com reportagem de Tiago Silva da RIC Record, Curitiba
PM confessa que matou olheiro do tráfico durante compra de drogas em Curitiba
Foto: Reprodução/RIC Record TV

28 de setembro de 2020 - 15:32 - Atualizado em 28 de setembro de 2020 - 16:22

Um policial militar foi preso por suspeita de matar um olheiro do tráfico durante a compra de drogas no bairro Parolin, em Curitiba, no dia 31 de maio deste ano. 

De acordo com o delegado Tito Barichello, da Delegacia  de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o PM confessou o crime nesta segunda-feira (28).

“Não foi fácil chegarmos ao autor, ouvimos muitas pessoas, usamos provas periciais, provas técnicas e hoje cumprimos o mandado de prisão. Ele acabou confessando o ilícito frente às provas inequívocas que produzimos”, disse Barichello. 

Conforme as investigações, o policial e uma amigo foram até um ponto de venda de drogas no bairro Parolin. Lá, o PM permaneceu dentro do veículo, enquanto seu companheiro desceu para adquirir a substância ilícita. No entanto, o policial teve um desentendimento com o homem e acabou cometendo o assassinato.

“Em determinado momento, esse investigado, sai do carro e vai urinar em um portão. O olheiro do traficante chamou a atenção dele, ele não gostou e de forma desproporcional, foi até o carro, pegou uma pistola .40, atirou na vítima e fugiu do local”, explicou o delegado.

Ainda segundo  Barichello, na sequência, o amigo do policial foi feito de refém pelos traficantes e só não foi morto porque os criminosos preferiram evitar confusão com a polícia. 

“O companheiro dele, que estava dentro da casa, foi preso pelos traficantes, foi julgado pelos traficantes e acabaram não matando ele por causa do vínculo com a polícia. Então, ele acabou saindo ileso apesar de várias agressões físicas. 

Assista ao vídeo: