Segurança

PF apreende lista com nomes de eleitores supostamente aliciados por vereador de Pinhais

Listas continham nomes de diversas pessoas e valores pagos a cada uma. Polícia vai investigar se cada nome e pagamento correspondeu, de fato, a uma fraude eleitoral.

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Redação RIC Mais com informações de Simone Hammes, RIC Record TV
PF apreende lista com nomes de eleitores supostamente aliciados por vereador de Pinhais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conclui a assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais que serão usados nas eleições de outubro (José Cruz/Agência Brasil)

1 de junho de 2021 - 22:03 - Atualizado em 1 de junho de 2021 - 22:03

Durante operação deflagrada na manhã desta terça-feira (01), em Pinhais, a Polícia Federal (PF) localizou na casa do vereador Fabrício Sousa (PSC), uma lista contendo nomes de eleitores. Supostamente são pessoas que teriam recebido dinheiro em troca de votos, na última eleição. A PF vai investigar nome por nome, para saber se, de fato, cada nome da lista correspondeu a uma venda de voto.

A apuração é da jornalista Simone Hammes, do RIC Notícias. Ela conversou com o vereador, que confirmou a operação da PF em sua casa e em seu gabinete na Câmara, em Pinhais. Ele negou as acusações, disse que vai prestar depoimento e provar sua inocência.

Já o delegado Júlio Rodolfo Kummer, da PF, também conversou com Simone e contou que eram diversas listas com nomes encontradas na casa do vereador. Havia nomes de pessoas contratadas e valores pagos. Anotações de pagamentos de R$ 100 por cada voto. “Claro que precisamos apurar até que ponto cada anotação corresponde a uma venda de voto”, explicou Kummer.

Se a PF conseguir provas suficientes contra os envolvidos, eles deverão responder pelos crimes de falsidade eleitoral, alistamento fraudulento e falsidade eleitoral.

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A Câmara de Vereadores de Pinhais foi procurada pela reportagem. Apesar da investigação ter começado ano passado – inclusive com o cumprimento de outros mandados de busca e apreensão no legislativo na ocasião, envolvendo outros parlamentares – a Câmara afirmou que desconhecia o esquema de corrupção e que vai apurar responsabilidades.

Fraude eleitoral

As investigações começaram em setembro do ano passado, quando a Justiça Eleitoral em Pinhais identificou a transferência de domicílio eleitoral de alguns eleitores, feita com documentos falsos. As pessoas aliciadas teriam recebido vantagens financeiras para transferirem os títulos eleitorais de Curitiba para Pinhais, usando comprovantes de endereços falsificados, para votar num determinado candidato.

Confira a reportagem completa no RIC Notícias:

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