Caroline
Caroline Berticelli / Editora

2 de junho de 2020 - 11:24

Atualizado em 2 de junho de 2020 - 14:15

Segurança

Seis pessoas permanecem presas após depredação durante protesto em Curitiba

Seis pessoas permanecem presas após depredação durante protesto em Curitiba
Foto: Reprodução

Cinco homens e uma mulher permanecem presos, na manhã desta terça-feira (2), após a confusão durante a passeata do movimento antifacista que ocorreu na região central de Curitiba na noite de segunda-feira (1). (Veja vídeo abaixo)

De acordo com a Polícia Militar, ao todo, sete pessoas foram detidas durante a manifestação, entre elas um menor de idade, e encaminhadas para a sede do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Até o momento, apenas o adolescente foi ouvido e liberado 

O coronel Hudson Leôncio Teixeira, comandante do 1º Comando Regional da PM, explicou que as prisões em flagrante foram motivadas por vários crimes.

“Em flagrante foram presas seis pessoas, o encaminhamento foi de sete, mas o menor foi entregue ao responsável. As seis pessoas foram presas por desacato, desobediência, dano ao patrimônio público, dano ao patrimônio privado e associação criminosa. Já as pessoas que foram identificadas através de vídeos ou através de fotografias serão chamadas para prestar depoimento, mas isso fica a carga da Polícia Civil”, disse.

O coronel também confirmou a informações de que os manifestantes só se alteraram após deixarem a praça e apenas uma pequena parte dos participantes participou das depredações. “A Polícia Militar havia identificado a situação através da inteligência e acompanhava a manifestação desde o início, na Praça Santos Andrade. Como é comum, nós fizemos o acompanhamento e a segurança dos manifestantes, uma vez que há o direito a manifestação pacífica. E só foi necessária uma intervenção para dispersão dos manifestantes quando eles começaram a depredar o patrimônio público e privado. Aí, foi necessário uma intervenção pontual, onde as pessoas foram dispersas e dessa intervenção houve a prisão de alguns”, explicou.

“É importante salientar que é uma minoria, um grupo pequeno que passou a promover a desordem. Obviamente, em razão do que levou a essa manifestação havia alguma hostilidade em relação aos policiais e até mesmo ao Estado, mas só houve a necessidade da intervenção mesmo quando o pessoal começou a quebrar a Cândido de Abreu”, ressaltou ainda o coronel Hudson.

Assista à entrevista completa do coronel: