Segurança

Operações combatem organizações criminosas que agiam de dentro de presídios

Investigadores acusam organizações de planejarem homicídios e transações internacionais

Guilherme
Guilherme Fortunato / Produtor

30 de abril de 2021 - 13:30 - Atualizado em 30 de abril de 2021 - 13:30

A Polícia Civil e o Ministério Público do Paraná deflagraram na manhã desta sexta-feira (30), duas operações contra organizações criminosas que atuam de dentro de presídios no Noroeste do Paraná. De acordo com o MPPR, 26 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão foram cumpridos.

Operação V6

Segundo o MP, a operação conjunta com a Polícia Civil partiu de investigações com quebras de sigilo telefônico e telemático, ambos instaurados pela Promotoria de Justiça de Santa Isabel do Ivaí. Foram investigados crimes de associação criminosa, roubo e corrupção de menores. Segundo informações divulgadas pela polícia, os suspeitos comandavam as ações de dentro das penitenciárias e cadeias públicas.

A organização é acusada de promover assaltos a residências, com participação de adolescentes. De acordo com a Polícia Civil, eles usavam armas de fogo para restringir a liberdade das vítimas, com objetivo de roubar caminhonetes sob encomendas. Os veículos eram enviados para o exterior em troca de drogas e dinheiro, segundo informou a polícia. Os investigadores estimam que a organização é responsável por aproximadamente seis roubos no período de três meses.

Operação Prison Office

Nesta operação, foram cumpridos 22 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão em endereços da região. A ação também partiu do trabalho conjunto da Polícia Civil e a Promotoria de Justiça de Santa Isabel do Ivaí.

O objetivo da operação é investigar crimes de homicídio, tráfico de drogas e corrupção passiva e ativa, comércio e posse ilegal de armas de fogo, e corrupção de menores.

De acordo com o Ministério Público, os suspeitos também atuavam em negociações de dentro das penitenciárias. As operações eram comandadas por telefone e envolviam a venda de drogas em pontos de tráficos espalhados pela região, segundo informações divulgadas pelo MP. Além do tráfico de entorpecentes, os investigadores apuram a corrupção de agentes públicos, para acesso das drogas nas prisões.

A Polícia Civil e o MPPR acusam os suspeitos de negociação e armazenamento para roubos e homicídios. A polícia relata que as investigações identificaram cinco homicídios cometidos por adolescentes contra desafetos, por ordem dos líderes da suposta organização.

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