Segurança

PCPR cumpre mandados contra grupo suspeito de praticar fraudes em cartórios na região oeste

Essa é a segunda fase da operação, que teve a primeira ação deflagrada em outubro de 2020; prejuízo teria superado R$ 30 milhões

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da comunicação da PCPR
PCPR cumpre mandados contra grupo suspeito de praticar fraudes em cartórios na região oeste
(Foto: Divulgação/ PCPR)

13 de julho de 2021 - 07:01 - Atualizado em 13 de julho de 2021 - 07:01

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas, desde as primeiras horas desta terça-feira (13), para apurar fraudes em cartórios cometidas por organização criminosa que agia nos Cartórios dos Serviços Distritais de Lindoeste e Santa Tereza do Oeste. Estima-se que o prejuízo às vítimas seja superior a R$ 30 milhões.

O objetivo da ação é o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, em Cascavel, no oeste do estado.

Fraudes em cartórios

O inquérito policial foi instaurado em junho de 2020, após requisição da 7ª Promotoria de Justiça de Cascavel, visando apurar crimes de falsificação de documento púbico, falsidade ideológica e outros relacionados.

Um dos alvos seria ex-funcionário do Serviço Distrital de Lindoeste que foi afastado do cartório por decisão judicial. Os outros envolvidos seriam empresários da região e o titular do cartório.

Durante as investigações, a PCPR também apurou que o cartório do município de Lindoeste teria sido vendido irregularmente pelo titular aos investigados por R$ 200 mil mais o valor de R$ 15 mil mensais, pagos de forma vitalícia enquanto ele permanecesse como titular do local.

Essa é a segunda fase da operação, que teve a primeira ação deflagrada em outubro de 2020. Na ocasião, cinco suspeitos foram presos, além da apreensão de carros, computadores, documentos e celulares.

(Foto: Divulgação/ PCPR)

Golpes

A prática consistia em transferências fraudulentas de veículos e imóveis, lavagem de dinheiro, certidões de óbito e nascimentos falsas para extinguir a punibilidade de criminosos em processos criminais, além de RGs falsos. A PCPR ainda apurou que esses documentos eram utilizados para aplicação de golpes no Paraná e em outros estados do país.

Os indivíduos ostentavam um padrão de vida não condizente com o trabalho que realizavam nos serviços distritais, com posse de veículos de alto padrão e moradia em condomínios caros.

As investigações continuam com a análise do material apreendido, que pode revelar novos detalhes dos crimes, bem como outros envolvidos.

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