Segurança

Operação da PMPR contra grupo envolvido com roubo de cargas tem confronto e mortes

Polícia esteve nas ruas para cumprir 42 mandados em Curitiba e região metropolitana

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com AEN
Operação da PMPR contra grupo envolvido com roubo de cargas tem confronto e mortes
(FOTO: THAÍS CAMARGO/ RIC RECORD TV)

28 de abril de 2021 - 08:17 - Atualizado em 28 de abril de 2021 - 15:39

Três pessoas foram mortas e 10 presas durante a uma operação contra uma quadrilha especializada em roubo de cargas nas rodovias do Paraná. Mais de 100 policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), da Polícia Militar, cumpriram 23 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão nas cidades de Curitiba, Piraquara e Pinhais. 

Quatro integrantes da organização criminosa já estavam presos e outras duas pessoas, que tinham mandados de prisão em aberto por outros crimes, também foram detidas durante a ação de hoje.

Segundo o subcomandante-geral da PM, coronel Rui Noé Barroso Torres, o batalhão estava desde agosto do ano passado reunindo informações sobre a atividade criminosa. “No andamento das investigações constatamos cerca de 20 roubos praticados por esse grupo”, afirmou. “Os levantamentos feitos apontavam que as ações ocorriam na Região Metropolitana de Curitiba, mas como as investigações prosseguem por parte da Polícia Judiciária podem ser constatados outros crimes e ramificações do grupo em outros municípios e até em outros estados”.

Ainda segundo o coronel, o grupo tinha preferência no roubo de cargas de cigarros e eletroeletrônicos, tanto que alguns objetos dessas categorias foram encontrados nos pontos de apreensão. “A escolha por esses produtos se dava pela possibilidade de comercialização no mercado ilegal e na rápida atuação de receptores”, acrescentou o coronel.

Na semana passada, quatro membros da mesma quadrilha de roubos de carga morreram durante uma troca de tiros com a polícia no bairro Piraquara, na capital.

A Operação Kemuri foi deflagrada por volta das 6 horas com equipes de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE), da Companhia Choque, do Comandos e Operações Especiais (COE), da Companhia de Operações com Cães (COC), do Esquadrão Antibombas (EAB) e de integrantes do Serviço de Inteligência.

O BOPE trabalhou as informações sobre a atuação da organização criminosa desde agosto do ano passado. As equipes policiais acompanharam as atividades dos envolvidos, pontos onde agiam e como era a administração do grupo. 

Barroso explica que os suspeitos tinham diversas formas de abordagem às vítimas. “Utilizavam estratégias para que se tornassem alvos mais fáceis como, por exemplo, jogar óleo na pista, falso bloqueio, obstáculos na rodovia para o condutor reduzir a velocidade ou até parar. Também tivemos casos de abordagem a vítimas no estacionamento de postos de combustíveis.”

Confrontos durante operação

Durante a primeira hora de operação houve uma situação de confronto na cidade de Pinhais. Uma equipe do Choque, durante o cumprimento de um mandado judicial no bairro Atuba, se deparou com um suspeito que reagiu a abordagem e disparou contra a equipe. No revide dos policiais ele foi ferido, sendo acionado o Siate para os primeiros socorros, mas o homem acabou em óbito no local.

Em Piraquara também houve um confronto. Um casal foi morto após reagir a uma abordagem do BOPE. Entretanto, a PM ainda não confirmou que as mortes na Planta Cruzeiro estejam relacionadas com a operação.

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