Segurança

Operação apreende cerca de meia tonelada de fiação sem procedência comprovada

A ação tem o objetivo de fiscalizar locais suspeitos de receptação de fiações furtadas, como o cobre

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com Prefeitura de Foz do Iguaçu
Operação apreende cerca de meia tonelada de fiação sem procedência comprovada
Foto: Divulgação/Prefeitura de Foz do Iguaçu

4 de agosto de 2021 - 19:01 - Atualizado em 4 de agosto de 2021 - 19:01

Cerca de meia tonelada de fiação sem comprovação de origem foi apreendida pela em um barracão de reciclagem no bairro Porto Meira, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durante a Operação “Heavy Metal”. 

A ação deflagrada na terça-feira (03) tem o objetivo de fiscalizar locais suspeitos de receptação de fiações furtadas, como o cobre. Também ocorreram vistorias em barracões nos bairros: Vila Portes, Jardim Canadá, Morumbi e Porto Belo. 

O material apreendido foi encaminhado para o pátio de máquinas da prefeitura, onde será periciado por técnicos da Diretoria de Iluminação Pública. Caso os proprietários não consigam comprovar a origem da fiação, eles podem ser multados em R$ 91 mil, além de não receberem de volta os fios. 

“Começamos hoje uma operação para alertar a quem comete esse tipo de delito que está havendo fiscalização. Visamos o combate à receptação e o furto desses materiais, pois é um problema que atinge cada vez mais a cidade”,

relatou o segundo tenente da Polícia Militar, Wagner Oliveira. 

A Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), que é responsável pela operação, conta com a participação de integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e Secretaria Municipal da Fazenda.

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Prejuízo de R$ 20 mil por mês

De acordo com o diretor de Iluminação Pública de Foz, Pedro Rodrigues, o furto de fiação é  recorrente no município e gera, em média, R$ 20 mil mensais em despesas para repor a fiação da iluminação pública. 

“Estamos falando de um valor que poderia ser reutilizado em outros serviços importantes, mas infelizmente é usado para reconstruir os espaços públicos por conta desses furtos. Isso prejudica toda a sociedade”,

pontuou. 

Marcos Roberto Pereira, chefe da Divisão de Fiscalização de Licenças, reforça o pedido para que os empresários do setor verifiquem sempre a procedência dos materiais antes de comprá-los.

“Sabemos que a pandemia afetou muitos desses empresários, mas mesmo assim é muito importante que todos eles estejam atentos e não contribuam para esse mercado irregular. Se não tiver a demanda de compra, teremos cada vez mais diminuição nos casos de roubo. Contamos com esse apoio”,

pediu.