Segurança

MPPR pede acareação em caso Maria Elena com suspeita de fraude processual e falso testemunho

A mãe de Leonardo afirma que não entrou nos quartos quando foi até a casa de Leonardo para fazer uma limpeza. O depoimento é contrariado pela ex-esposa do suspeito

Daniela
Daniela Borsuk com Thais Travençoli | RIC Record TV

Nesta quarta-feira (24), a pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR), a Polícia Civil do Paraná realizou a acareação do caso Maria Elena, ou seja, o confronto de informações entre os suspeitos de envolvimento direto no assassinato da jovem e testemunhas. O pedido do MPPR apura possíveis crimes de fraude processual e falso testemunho. 

Na acareação, a polícia ouviu a mãe e também a ex-esposa de Leonardo Xavier Simões, acusado de ter matado a jovem Maria Elena de Jesus, de 22 anos. A promotoria questiona um possível crime de fraude processual por parte da mãe de Leonardo.

Conforme as apurações da Polícia Civil, na época do crime, a mãe de Leonardo teria ido até a casa do filho, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para fazer uma limpeza. Porém, esse fato aconteceu poucos dias após o assassinato de Maria Elena na residência. A mãe de Leonardo afirma que não entrou nos quartos e que não teria notado nada de incomum no local. O depoimento é contrariado pela ex-esposa de Leonardo, que já havia dito que a mulher havia sim entrado nos cômodos. 

Falso testemunho 

Além do crime de fraude processual, o Ministério Público também questiona um possível crime de falso testemunho por parte de um jovem, colega de Leonardo, identificado como “Serginho”, que teria mentido em depoimento. 

Na primeira conversa com a polícia, o homem teria dito não ter conhecimento do assassinado, o que foi desmentido por Leonardo, que afirmou ter contato sobre o homicídio para o amigo logo após o ocorrido. O jovem voltou atrás e confirmou o fato. Além disso, ele também teria dito que Leonardo estava com ferimentos no rosto quando o encontrou, resultado de uma briga com Maria Elena, mas outra testemunha negou que o acusado estava ferido. 

Agora, as informações obtidas na acareação deverão ser usadas pela Promotoria do MPPR para oferecer a denúncia à Justiça sobre o caso. Até o momento, Leonardo Xavier Simões e o irmão, Ricardo Simões, seguem presos na Penitenciária de Piraquara. Leonardo responde por feminicídio e ocultação de cadáver e Ricardo por ocultação de cadáver.

Relembre o crime

Maria Elena de Jesus desapareceu no dia 12 de janeiro de 2021, após ir até uma festa na casa de Leonardo Xavier Simões, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

Após um desentendimento por ciúmes por parte de Leonardo, os convidados deixaram o local e Maria Elena ficou na residência. Durante uma suposta briga, Leonardo confessou ter matado a jovem asfixiada.

Câmeras de segurança da região registraram um veículo saindo da casa na madrugada do dia 14 de janeiro. O corpo da jovem, morta na residência de Leonardo, estava no porta-malas. Ricardo teria ajudado a abandonar o corpo de Maria Elena em um local de difícil acesso, na Estrada da Graciosa. O cadáver só foi localizado no dia 3 de fevereiro de 2021.