Segurança

MPPR denuncia caseiro por latrocínio de ex-dono da loja Xiquita

O MPPR ainda pediu que a prisão temporária do suspeito seja convertida em preventiva, já que testemunhas relataram que Tiago teria tentado intimidá-las

Daniela
Daniela Borsuk com informações da repórter Fernanda Scholze, da RIC Record TV Curitiba
MPPR denuncia caseiro por latrocínio de ex-dono da loja Xiquita
(Foto: Reprodução/ RIC Record TV)

14 de julho de 2021 - 13:21 - Atualizado em 14 de julho de 2021 - 13:21

O Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia por latrocínio contra Tiago Leal de Barros, de 34 anos, o suspeito de roubar e assassinar o empresário Maruan Uthman Majid, que era dono da antiga loja de artigos infantis Xiquita. Tiago conhecia Maruan há cerca de oito anos e era caseiro da vítima. O MPPR ainda pediu que a prisão temporária do suspeito seja convertida em preventiva, já que testemunhas relataram que Tiago teria tentado intimidá-las.

De acordo com o entendimento do MPPR, Tiago aproveitou que tinha livre acesso à residência da vítima, que tinha domínio dos cães de guarda do local e que sabia onde estavam guardadas as armas de fogo que Maruan colecionava. Conforme as informações levantadas pela polícia, o suspeito também passava por problemas financeiros. Em depoimento para a Polícia Civil, Tiago negou o crime e disse que não tinha desavenças com o patrão.

“Ele sempre me ajudou […] mesmo quando eu não estava trabalhando para ele, eu pedia dinheiro e ele me adiantava, depois de um mês, dois meses, eu ia trabalhar para ele e pagava. Eu conheço ele de 7 a 8 [anos], mas a gente nunca teve um conflito, nem que chegasse a gerar até mesmo uma coisa física, nunca se passou isso”. 

Disse Tiago.

A versão, no entanto, é contestada por testemunhas, que disseram para a polícia que Maruan suspeitava de que Tiago poderia ter furtado uma arma de sua coleção em abril. Na ocasião, o empresário chegou a registrar um Boletim de Ocorrência, mas ninguém foi preso.

O crime

Maruan Uthman Majid foi assassinado a tiros no dia 13 de junho deste ano, ao chegar na residência onde morava, na Avenida Atlântica, em Matinhos, no Litoral do Paraná. O empresário estava com a namorada, que também foi atingida por um tiro, mas se fingiu de morta no momento, foi socorrida e sobreviveu aos ferimentos.

Antes de morrer, a vítima teria dito o nome de Tiago, que foi encaminhado para a delegacia depois de apresentar versões conflitantes sobre onde estava no momento em que o crime foi registrado.

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