Segurança

Motorista que matou criança atropelada na Rodovia da Uva pede desculpas

Conforme Luiz Henrique dos Santos, ele não prestou socorro à vítima porque estava com a esposa e filho no carro

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com reportagem de Tiago Silva da RIC Record TV, Curitiba
Motorista que matou criança atropelada na Rodovia da Uva pede desculpas
Foto: Reprodução/RIC Record TV

13 de janeiro de 2021 - 13:12 - Atualizado em 13 de janeiro de 2021 - 13:19

O motorista que atropelou e matou Yohana Gabrielly Fernandes Pereira, de 5 anos, na Rodovia da Uva, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, declarou que lamenta pelo ocorrido e pediu perdão à família da criança durante entrevista concedida à RIC Record TV. 

Luiz Henrique dos Santos, de 28 anos, fugiu do local do acidente na noite de 2 de janeiro sem prestar socorro à vítima. Ele só se apresentou na delegacia na última sexta-feira (9), depois que seu carro foi localizado em uma oficina mecânica da capital. 

“É difícil falar alguma coisa para eles. Não tem o que falar, é só pedir desculpas. Eu me apresentei para pagar pelo meu erro e estou à disposição da Justiça. Foi um acidente. Acho que ninguém sai de casa para fazer isso, foi uma coisa que aconteceu e agora tem que esperar a Justiça decidir o que vai ser feito”, disse Luiz Henrique. 

À polícia, Luiz assumiu o atropelamento, mas negou que transitava em alta velocidade no momento da colisão. Por outro lado, testemunhas que prestaram depoimento afirmaram que o veículo estava em velocidade incompatível com a via, o que foi confirmado por câmeras de segurança. 

“Alegou que não estava em alta velocidade. Isso não corresponde à verdade, mas é a alegação dele. E alegou que percebeu que tinha atropelado uma criança, chegou em casa, contou para a tia o que estava acontecendo. Mas achava ele que ela não tinha entrado em óbito”, explicou o delegado Irineu Portes. 

Sobre a omissão de socorro, Luiz Henrique declarou que não parou o veículo porque estava acompanhado de sua esposa e do filho de um ano. Além disso, na sequência, seus familiares teriam impedido que ele voltasse ao local. 

“Eu estava com a minha mulher e meu filho dentro do carro. Minha mulher começou a gritar desesperada, meu filho começou a chorar e eu vim até a minha casa para deixar pelo menos o meu filho para poder voltar. Cheguei em casa, a minha tia viu o desespero, falou comigo, não deixou eu voltar. Na hora, ela falou que ia para lá e minha prima estava aqui e se ofereceu para ir lá prestar uma ajuda ou um socorro”, disse Luiz Henrique. 

Em conversa com a RIC Record TV, a avó de Yohana já havia declarado anteriormente que o fato do motorista não ter parado o veículo é o que mais choca a família da menina. 

“Para mim ele não é um ser humano. Ele é uma pessoa fria. Qualquer pessoa poderia ter acontecido de ele ter feito o que ele fez, mas ele deveria ter voltado no lugar e tentado, pelo menos, amenizar o erro que ele cometeu”, desabafou a avó. 

Luiz Henrique deverá ser indiciado pelos crimes de homicídio, omissão de socorro e fraude processual porque tentou consertar o carro antes de entregá-lo à perícia. Ele foi responde em liberdade.

Nesta terça-feira (13), a Polícia Civil, informou ainda que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Luiz Henrique está suspensa. 

O caso segue em investigação. 

Menina é atropelada na Rodovia da Uva

Yohana, sua mãe, seus dois irmãos menores e uma amiga da família atravessavam a Rodovia da Uva quando a tragédia ocorreu. Conforme os relatos, Yohana estava segurando na mão da mulher, enquanto sua mãe empurrava um carrinho de bebê com seus dois irmãos. No entanto, o carrinho fechou de repente e, nesse momento, a jovem soltou a mão de Yohana para poder ajudar e a criança foi atingida pelo veículo nas proximidades do meio-fio.

A mulher nega que Yohana correu em direção a rua não tentou atravessar a rua ou correr, ela foi atropelada quando aguardava a prima auxiliar a mãe.

“Em momento nenhum ela correu, eu segurei ela com uma mão e peguei o Enzo com a outra. Em um descuidinho ela soltou da minha mão, eu fui pegar de novo e aquele carro apareceu do nada. A lanterna dele com certeza estava apagada porque a gente não viu sinal nenhum de carro”, relatou a prima. 

Abalada, a mãe de Yohana que irá depor na delegacia nesta terça-feira (5) fez questão de ressaltar que todos poderiam ter sido atropelados.

“Infelizmente, foi a minha filha, mas podia ter sido todos nós. Eu ia perder a minha família, eu ia perder todos”, desabafou a mãe. 

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