Segurança

Motorista que atropelou estudante em Matinhos é solto após pagar fiança no valor de um salário mínimo

Pamela Vaz foi atropelada enquanto tentava atravessar a Avenida Juscelino Kubitschek e não resistiu ao impacto

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações de Daniela Borsuk
Motorista que atropelou estudante em Matinhos é solto após pagar fiança no valor de um salário mínimo
(Foto: Reprodução/ Polícia Civil)

4 de agosto de 2021 - 11:08 - Atualizado em 4 de agosto de 2021 - 11:08

O motorista que confessou ter atropelado a estudante Pâmela Vaz, de 22 anos, deixou a prisão nesta terça-feira (3). O homem, que havia sido preso após se apresentar na Delegacia Cidadã de Matinhos, no litoral do Paraná, teve direito ao pagamento de fiança, no valor de um salário mínimo, para responder em liberdade. 

Após o depósito no valor de R$ 1.100, Anderson Blank Joska deixou o sistema prisional. No requerimento do relaxamento de prisão, a defesa do suspeito alegou que o acidente foi uma fatalidade. Além disso, destacou o risco do homem ser agredido por populares.

O pedido de soltura, assinado pelo advogado João Carlos Pinheiro, ainda reforçou que uma criança de apenas cinco anos estava dentro do veículo, e o motorista preservou pela integridade dos familiares. A defesa, assim como Anderson no depoimento, voltou a destacar que a estudante cruzou a avenida repentinamente.

O alvará de soltura foi expedido pelo juiz Ricardo José Lopes nesta terça-feira (3). Anderson não poderá alterar seu endereço sem comunicar às autoridades e nem se ausentar por prazo superior a oito dias da comarca, sem autorização do juízo.

Depoimento do motorista

Na última segunda-feira (2), Anderson compareceu a Delegacia Cidadã, em Matinhos, e prestou depoimento sobre a ocorrência. O homem deu detalhes sobre como aconteceu o atropelamento e explicou o motivo de ter deixado o local sem prestar atendimento a vítima.

Ao ser questionado como tudo aconteceu, Anderson contou que não se lembra da velocidade do veículo no momento do acidente, mas que não estava em alta velocidade. Ainda, afirmou que sua esposa e a filha estavam no carro e que ficaram preocupadas com a batida.

“A minha filha começou a ficar desesperada no carro, a minha mulher também, daí eu com medo dos caras, tipo, na hora que bateu ali, fiquei com medo dos caras me matarem ali, me baterem, porque os caras fazem isso, né. Foi onde eu estava vindo reto que a mulher atravessou na minha frente, vieram dois carros assim e quando eu vi ela atravessou. […] ela atravessou do nada, tem nas filmagens.”

disse Anderson em depoimento.

Veja alguns trechos do depoimento de Anderson para a Polícia Civil:

O motorista também disse que não fez uso de bebidas ou entorpecentes no dia do acidente. No entanto, a delegada Sâmia ainda está tentando comprovar esta afirmação.