Segurança

Motociclista aterroriza mulheres do bairro São João em assaltos violentos; em dois meses, 14 casos foram registrados

A forma de agir do homem é sempre a mesma: ele para no final da rua, acelera o veículo e aborda mulheres e crianças, roubando dinheiro e celulares

Daniela
Daniela Borsuk com informações de Marcelo Borges, da RIC Record TV Curitiba
Motociclista aterroriza mulheres do bairro São João em assaltos violentos; em dois meses, 14 casos foram registrados
(Foto: Reprodução/ RIC Record TV Curitiba)

5 de agosto de 2021 - 12:37 - Atualizado em 5 de agosto de 2021 - 14:20

Um motociclista suspeito de assalto está aterrorizando os moradores do bairro São João, em Curitiba. Nos últimos dois meses, foram pelo menos 14 casos registrados. A forma de agir do homem é sempre a mesma: ele para no final da rua, acelera o veículo e aborda mulheres e crianças, roubando dinheiro, celulares e outros pertences. Em algumas situações, câmeras de segurança flagraram os assaltos. As vítimas agora estão com medo de sair na rua e afirmam que as ações foram violentas.

De acordo com a apuração da equipe de reportagem da RIC Record TV Curitiba, 10 mulheres foram assaltadas e outras quatro conseguiram escapar. Nos grupos de moradores, diversas pessoas já fizeram alertas sobre o suspeito.

“Tem um motoqueiro com moto bordô fazendo assaltos, aborda mulheres e pede o celular, com ameaças. Duas amigas minhas já passaram pela mesma situação. Vamos ficar atentos e ajudar uns aos outros”.

Escreveu uma moradora da região em um grupo do Facebook.

As vítimas reconhecem nas imagens que o motociclista flagrado nos vídeos é o mesmo que vem deixando um rastro de medo para muitas mulheres.

“Com certeza é ele, é a mesma pessoa que vem agindo aqui no bairro. Mesma jaqueta, jeito do capacete. Sempre a mesma característica, calça clara, jaqueta vermelha, a maioria dos assaltos a gente reconhece pela roupa mesmo, como está de máscara, é difícil de ver o rosto.”

disse uma das vítimas.

Veja o vídeo da ação do suspeito:

Outra mulher conta como foi abordada: “ele veio para cima de mim, já com a mão na cintura, ele viu que eu estava com o celular na mão e, antes de ele chegar em mim, ele já disse ‘cala boca, é um assalto, passa o celular e não fala nada’. A única reação que eu tive foi esticar a minha mão e eu disse ‘ai, moço, não acredito’. Ele falou ‘cala boca e anda’, puxou o celular com força da minha mão e disse para eu não olhar para trás”.

A Polícia Civil informou que a situação está sendo investigada e pede que outras vítimas compareçam na delegacia para fazer boletim de ocorrência. Veja a nota na íntegra:

“O caso está sendo investigado e diligências estão sendo realizadas para apurar a dinâmica do fato. A PCPR reforça que investiga todos os casos registrados em boletim de ocorrência, então, é importante que as vítimas compareçam ao distrito mais próximo e registrem o boletim.”

Atualização

Ao ser questionada sobre o policiamento na região, a Polícia Militar do Paraná afirmou que está realizando o patrulhamento preventivo no bairro e pede que as vítimas façam sempre o boletim de ocorrência. Veja na íntegra:

“O policiamento preventivo é feito pelo 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM), nos bairros citados pela reportagem, com equipes policiais diuturnamente. A PM presta atendimento após demandas ao 190, pelo aplicativo 190 PR ou  telefone, e também nos casos de flagrante delito. A atuação da PM tem sido feita com base no planejamento estratégico e registro de Boletins de Ocorrência, para reforçar a presença das equipes nos locais mais necessários.

Sobre o caso em pauta, a Polícia Militar está fazendo o patrulhamento preventivo no local e orienta que as vítimas registrem boletim de ocorrência para investigação. A investigação, por sua vez, após o fato consumado, é feita pela Polícia Civil. A PM conta com o apoio da população para que faça denúncias e repasse à Polícia Militar informações sobre crimes e situações suspeitas pelo 190, ou pelo aplicativo 190 PR, disponível gratuitamente tanto para Android quanto IOS.