Segurança

‘Meu pai não era um monstro’, diz filha de homem que morreu após balear a esposa

Caso de homem que morreu após balear a esposa chocou Sarandi, e filha pede orações à família

Wilame
Wilame Prado / Repórter
‘Meu pai não era um monstro’, diz filha de homem que morreu após balear a esposa
Briga entre casal terminou em tragédia em Sarandi. (FOTO: Arquivo pessoal)

5 de junho de 2021 - 11:11 - Atualizado em 5 de junho de 2021 - 11:11

Na página oficial do Facebook, o apresentador Salsicha publicou, na sexta-feira (4), mensagem de uma filha do casal envolvido em uma tragédia, em Sarandi, região metropolitana de Maringá, que resultou na morte de Dorileu Santos de Almeida, 43 anos, e no ferimento por arma de fogo de Jakeane Flores Almeida, 35. A jovem, que não foi identificada, pede “menos críticas e mais orações”.

A mãe da jovem recebeu alta do Hospital Metropolitano, em Sarandi, ainda na sexta-feira (4). Jakeane foi atingida com três tiros e presenciou a morte de Dorileu Santos de Almeida. 

Investigação da Polícia Civil aponta para tentativa de feminicídio seguida de ato extremo. O casal estaria em processo de separação, e Almeida chegou a ser preso em 2018, acusado por violência doméstica. Ele foi enterrado em Sarandi, também na sexta-feira.

Veja o relato da filha do casal:

Meu pai não era um monstro!

Estão dizendo muitas coisas erradas e horríveis sobre meu pai! Só peço mais empatia das pessoas. Meu pai não era um monstro, ele era um pai, um marido maravilhoso que sempre batalhou para nos sustentar, ele era nosso alicerce. Meu pai tinha muitos amigos, e quem conheceu ele, sabe muito bem como ele era. Pessoas estão dizendo coisas horríveis, isso machuca mais ainda nossa família. Em 2014, com a graça de Deus conseguimos abrir nossa empresa o Disk Cerveja do Xiru. Com o início da pandemia as coisas ficaram difíceis e meu pai entrou em depressão. Após 22 anos de casados meu pai e minha mãe passaram a ter uma relação conturbada, mas nós nunca desistimos dele. Ele queria ir embora e começar tudo de novo. Ele estava indo para igreja, mas a depressão foi mais forte e ele não suportou. Não precisamos de críticas, precisamos de orações.”

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