Notícias

Médica chefe da UTI do Hospital Evangélico é presa em operação da Polícia Civil

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

19 de fevereiro de 2013 - 00:00 - Atualizado em 19 de fevereiro de 2013 - 00:00

Na manhã desta segunda (19), Policiais do Núcleo de Repressão a Crimes contra a Saúde (Nucrisa) deflagraram uma operação no Hospital Evangélico de Curitiba e prenderam a médica chefe da Unidade de Terapia Intensiva da instituição, Virgínia Helena Soares de Souza. Ela é investigada pela morte de alguns dos pacientes internados na ala de urgências médicas do hospital. Os agentes também cumpriram alguns mandados de busca e apreensão. Diversos computadores foram apreendidos e alguns funcionários encaminhados à delegacia para prestar depoimentos.

O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba, informou que acompanhou o cumprimento, pelo Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública (Nucrisa) da Polícia Civil, de mandados de busca e apreensão de prontuários médicos e outros documentos relativos a internações e mortes de pacientes do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, nesta terça-feira, 19 de fevereiro. Acompanhou, ainda, o cumprimento do mandado de prisão temporária de médica intensivista do hospital, com o objetivo de apurar diversos ilícitos.

O MP-PR informa, também, que acompanha as investigações criminais e vem adotando as providências necessárias junto aos órgãos públicos competentes para a garantia de continuidade e integralidade da assistência à saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba.

Para não prejudicar o andamento das investigações e tendo em vista o sigilo das informações contidas no procedimento, que inclui informações pessoais de pacientes, o Ministério Público afirmou ainda que não fornecerá, no momento, detalhes a respeito dos fatos em apuração.

Comissão investigará mortes

O secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, anunciou nesta terça-feira (19) a participação do Estado na comissão de sindicância que vai investigar mortes na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, logo após ter-se reunido com o secretário de Saúde de Curitiba, Adriano Massuda.

A comissão da saúde trabalhará paralelamente a investigação policial. A Secretaria de Estado da Saúde definiu um profissional e um suplente para atuar na comissão.

Prefeitura abre sindicância

A Secretaria Municipal de Saúde abriu sindicância para investigar irregularidades na UTI-Geral do Hospital Evangélico, em Curitiba. A investigação será conduzida pelo auditor do Ministério da Saúde Mário Lobato da Costa. A Secretaria também solicitou à diretoria do Hospital Universitário Evangélico a substituição da equipe de UTI Geral, até a conclusão das investigações, em decorrência da prisão da médica-chefe do setor. O caso corre em segredo de Justiça.

Um médico-observador será nomeado por uma junta administrativa – composta pela Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Regional de Medicina e Sociedade Evangélica Beneficente. Esse médico acompanhará os serviços realizados pelo Evangélico a partir de agora.

Para suprir eventual dificuldade de atendimento no Evangélico, a Secretaria Municipal e a Secretaria de Estado da Saúde estão trabalhando em conjunto para colocar em funcionamento dez novos leitos de UTI no Hospital do Trabalhador.

O secretário de Saúde de Curitiba, Adriano Massuda, comunicou a situação ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ao secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, para acompanhamento conjunto do caso.

Hospital Evangélico divulga nota de esclarecimento

A direção do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, em virtude das notícias envolvendo uma profissional do hospital, esclarece que, como se trata de um inquérito que corre em sigilo, não tem conhecimento adequado dos fatos para emitir qualquer juízo e que foi instaurada uma comissão de sindicância interna para apurar os fatos denunciados.

Quanto à profissional envolvida, a instituição afirma que reconhece a sua competência profissional, e até o momento desconhece qualquer ato técnico da mesma que tenha ferido a ética médica. Para finalizar, a direção diz estar à disposição da investigação para quaisquer esclarecimentos necessários.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.