Segurança

Vinte anos depois de mandar matar pré-candidato à prefeito, homem é preso na Grande Curitiba

De acordo como MP/PR, Alzemir Manfron mandou matar o homem que iria disputar a prefeitura de Almirante Tamandaré com seu irmão e então prefeito César Manfron

Redação RIC Mais
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Vinte anos depois de mandar matar pré-candidato à prefeito, homem é preso na Grande Curitiba
César Manfron, acima, morreu após ser emboscado na entrada de sua residência. (Foto: Reprodução)

24 de setembro de 2020 - 16:36 - Atualizado em 24 de setembro de 2020 - 16:57

Um homem foi preso em nesta quinta-feira (24) no bairro Cabral, em Curitiba por ter mandado matar há mais de 20 anos um pré-candidato à prefeito de Almirante Tamandaré, na região metropolitana da capital.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP/PR), Alzemir Manfron foi sentenciado em 2017 à pena de 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado pela morte de Miguel Donha, seu adversário político.

O crime foi cometido no início do ano 2000 em Rio Branco do Sul, também na Grande Curitiba.

Assassinato político 

Na época, Donha era o principal nome da oposição para a disputa das eleições para prefeito e pleiteava o cargo com o então prefeito César Manfron, candidato à reeleição e irmão de Alzemir Manfron

Na noite de 22 de janeiro daquele ano, Donha e sua mulher foram raptados quando chegavam em sua chácara depois de um casamento. Os dois foram levados até Rio Branco do Sul, mas a esposa da vítima foi abandonada no meio do caminho. Na sequência, Donha foi alvejado por dois disparos de arma de fogo, um dos quais atingiu sua artéria e causou sua morte

Testemunhas mortas durante investigação

Três semanas depois, o mecânico Edson Farias foi preso por ser o autor dos disparos que mataram Donha. Durante as investigações, a polícia descobriu que Farias cometeu o crime com ajuda de um homem identificado como Zé e que ambos haviam sido contratados para dar um “susto” no então pré-candidato à prefeito de Almirante Tamandaré

O contratante do crime foi identificado como o motorista da prefeitura Antônio Martins Vidal, conhecido como Tico Pompílio. Além disso, Farias relatou que como pagamento pelo crime, ele receberia um cargo na prefeitura e R$ 300. Ainda durante a apuração do assassinato, a polícia chegou ao nome de Alzemir Manfron como mandante do crime, sendo que Tico Pompílio apenas foi o contratante. 

Antes da conclusão do inquérito, Edson, Tico Pompílio e um cunhado do motorista da prefeitura foram assassinados

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