Segurança

Mais de 60 mulheres caem no golpe do taradão da calcinha no Paraná e São Paulo; assista

Depois de engatar conversa com a vítima, golpista pedia vídeos íntimos. Se fosse presencial, “pagamento” seria de R$ 400 mil.

Giselle
Giselle Ulbrich com informações do repórter Humberto Ascencio, da Record TV São Paulo
Mais de 60 mulheres caem no golpe do taradão da calcinha no Paraná e São Paulo; assista

5 de julho de 2021 - 22:26 - Atualizado em 5 de julho de 2021 - 22:30

Já são mais de 60 as mulheres que caíram no golpe do “taradão da calcinha”. Através de anúncios nas redes sociais, o homem oferecia a compra de calcinhas usadas. Depois de engatar um papo com as interessadas, ele pedia vídeos íntimos das mulheres, em troca de altas somas de dinheiro. Várias acabaram cedendo os vídeos, sem receber nem um centavo em troca.

O golpe começou tomar vulto e as 60 mulheres se uniram para investigar o taradão. Através de pelo menos três perfis falsos em redes sociais, principalmente no Instagram, o homem anunciava: Compro calcinha (usada) por R$ 4 mil. Biquini valia o mesmo valor. Já a calça legging valia R$ 5 mil. Para mulheres famosas, o valor já era mais alto.

Muitas mulheres, necessitando de dinheiro, não viam nada demais em vender as suas calcinhas ao homem e entravam em contato. Depois de engatar uma conversa e de ele seduzir elas com palavras amorosas e promessas de pagamento, ele começava a pedir os vídeos. “Achei bem louca a proposta dele, mas eu ‘tava’ precisando né”, afirmou uma das vítimas.

Quando as mulheres começavam a pedir garantias de pagamento, ou de que ele primeiro pagasse, para depois receber o vídeo, o golpista começava a ficar grosso e a dispensar as mulheres.

Conforme uma das vítimas, o vídeo feito pela internet mesmo custava R$ 200 mil. Se fosse presencial, custaria R$ 400 mil. Para dar “veracidade” aos golpes, ele se dizia investidor financeiro (“rei do bitcoin”) e postava nos perfis das redes as listas de pagamentos que ele fazia, com valores, bem como depoimentos em vídeo de outras mulheres que supostamente mandaram a calcinha e receberam o pagamento certinho em troca.

O repórter Humberto Ascencio, da Record TV São Paulo, conseguiu o telefone do criminosos e ligou a ele. Sem saber que estava sendo gravado, o homem alegou que “ninguém dá valor à calcinha, já querem a mulher sem nada”, disse ele.

Conforme a apuração das próprias vítimas, o golpista mora em Curitiba. Humberto telefonou a uma marcenaria na capital paranaense, que leva o nome do golpista. A pessoa que atendeu informou que ele não trabalha mais lá há mais de dois anos. Mas não soube explicar porque a empresa tem o nome dele, afirmando que ele prestou serviço lá por um curto espaço de tempo e depois sumiu.

A princípio, há vítimas do golpista em várias cidades do Paraná e São Paulo. Até o momento, não se sabe a identidade do golpista.

Assista na reportagem:

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