Segurança

Mãe suspeita de torturar o filho em Arapongas continua negando agressões. Assista depoimento!

Mulher “não faz ideia” de como os cadarços foram parar na barra de ferro, muito menos quem tinha amarrado o menino lá.

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da repórter Ana Contato / RIC Record TV Londrina

15 de fevereiro de 2021 - 19:55 - Atualizado em 15 de fevereiro de 2021 - 20:02

A mulher de 25 anos, acusada de torturar o próprio filho em Arapongas, no norte do Paraná, voltou a ser interrogada pela polícia. Ela, que foi novamente presa na última sexta-feira (12), continua negando agressões ao filho mais velho, de 4 anos.

A mulher, que já tem outro filho de 10 meses e está grávida de oito meses, alega que não sabe de onde vieram os ferimentos que a polícia encontrou no garoto. Muito menos que ele tenha relatado ter sido agredido por alguém, em casa ou na creche, até porque o menino não fala direito.

A delegada chegou a questionar se a mãe já tinha levado a criança a um médico ou psicólogo, para avaliar porque a criança ainda não falava quase nada aos quatro anos de idade. A mãe disse que levou a um médico, que respondeu que era ” uma criança normal, porém nervosa. Que era falta de carinho e atenção. Essas coisas.”

Também negou o uso de cadarços para amarrar o menino a uma barra de ferro, que ela diz que usava para fazer “chapinha” no cabelo. Ela disse que não fazia isso com frequencia e que nem sabia como a barra de ferro tinha ido parar lá.

Quando a polícia esteve na casa da família, constatou os cadarços amarrados no ferro, que era pesado e impossibilitaria a criança sair dali se estivesse amarrada. Sobre os cadarços, a mãe disse que apenas notou que eles estavam sumindo dos seus sapatos. Disse ainda que o menino é levado, porém nunca o amarrou.

A polícia ainda verificou que a casa estava muito bagunçada e suja. E que a criança, amarrada a barra de ferro, comia no chão, no meio de dejetos e bitucas de cigarro.

Presa de novo

A mulher havia sido presa junto com o marido no dia 5 de fevereiro. Vizinhos passaram a ouvir gritos das crianças dentro de casa e estranharam porque as crianças não apareciam mais do lado de fora para brincar. Assim, pediram ao Conselho Tutelar para averiguar se tinha algo errado.

Depois da polícia averiguar a situação e prender o casal, a mulher conseguiu liberdade provisória dois dias depois. Porém a Justiça entendeu que ela deveria ser presa novamente, tanto para resguardar as crianças, que passaram sofrimento físico e psicológico, quanto para resguardar o bebê que a mulher espera, já que ela não fez nenhum tipo de acompanhamento pré-natal nestes oito meses de gestação. Desta forma, na cadeia, ela terá acompanhamento médico e será garantida a saúde do bebê.

As duas crianças do casal foram recolhidas a um abrigo e depois entregues a uma pessoa da família. Há algum tempo, a avó já vinha tentando conseguir a guarda das crianças por perceber que a mãe e o pai não cuidavam bem dos filhos.

Desnutrido

Não é a primeira vez que a família é denunciada ao Conselho Tutelar. Em outra ocasião, o menino ficou dois dias internado no hospital por desnutrição. Ao ser questionada pela delegada, a mãe colocou a culpa na creche onde o menino ficava. Disse que nas duas primeiras semanas, as professoras diziam que o garoto chorava muito, não dormia e não queria se alimentar. Comia apenas duas bolachas.

Veja o depoimento da mãe, às 18h09 (horário no canto da tela) do vídeo:

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