Segurança

Laudo final aponta que menino de 3 anos morreu em decorrência de agressões

O padrasto da criança, Jhonatan Veloso Cavalcante, de 30 anos, permanece preso como principal suspeito pelo crime

Redação RIC Mais
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Laudo final aponta que menino de 3 anos morreu em decorrência de agressões
Foto: Reprodução/RIC Record TV

30 de março de 2021 - 13:40 - Atualizado em 30 de março de 2021 - 13:40

O laudo final do Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá, no noroeste do Paraná, confirmou que a morte de Cristofer Matos, de 3 anos, em Cianorte, na mesma região do estado, foi causada por agressões

Conforme o documento, o menino teve o pâncreas rompido e perdeu a vida em decorrência de uma hemorragia. Na última sexta-feira (26), o IML já havia divulgado que não foram confirmadas as suspeitas de abuso sexual

O padrasto da criança, Jhonatan Veloso Cavalcante, de 30 anos, permanece preso como principal suspeito pela morte. Ele foi detido em flagrante ainda na quinta-feira (26), data do falecimento de Cristofer. No entanto, precisou ser transferido para uma delegacia da região porque os presos da Delegacia de Cianorte se revoltaram com o crime.

O enteado ficava sozinho com Jhonatan entre às 4h30 da madrugada, quando sua mãe, Ana Paula Matos, saía para trabalhar, e às 7h, horário em que a avó materna assumia os cuidados do neto.

Criança morre na UPA

No início da manhã desta quinta-feira, por volta das 6h, Jhonatan levou o enteado até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) alegando que ele estaria passando mal. A criança chegou ao local em parada cardiorrespiratória e a equipe médica tentou reanimá-lo por cerca de 30 minutos, mas não teve sucesso.

A Polícia Militar foi acionada depois que a equipe da UPA percebeu claros sinais de agressão na criança, que apresentava hematomas nos pés, na barriga e no tórax. Os profissionais ainda desconfiaram que Cristofer estava com lacerações no ânus e na glande.

De acordo com o delegado Carlos Gabriel Gomes, responsável pela investigação, ele nega que tenha abusado sexualmente do enteado. “Ele relatou que acordou, encontrou a criança já passando mal. Segundo ele, a criança já estava passando mal desde ontem [quarta-feira] com vômitos e diarreia. Algo que não foi confirmado seja pela avó, pelo tio ou pela mãe. Avó e tio moram na casa em frente, no mesmo terreno, e eles moravam nos fundos. E hoje quando ele acordou percebeu novamente a criança mal, tentou dar um banho nela, piorou e de repente a criança acabou desmaiando e foi então que ele pediu socorro para que fosse transportado até a UPA. O que foi feito pelo tio da criança, cunhado dele.”

Depoimento do padrasto

Ainda conforme o depoimento do padrasto, ele caiu quando carregava Cristofer no colo para levá-lo até a casa dos familiares. “Eu levantei, fui chamar ele para ele escovar o dente e vi que ele estava amoadinho, não estava legal. Ele desmaiou depois que eu coloquei ele para tomar banho. Aí, eu sequei ele, coloquei a roupa dele. Aí, eu ia pegar e deixar ele na casa da minha sogra. Só que daí ele começou a ficar mais mole, foi a hora que eu vi que ele estava meio desmaiado. Aí, eu catei ele no colo e sai correndo e levei ele para cima. Teve uma queda a hora que eu estava com ele no colo, a hora que estava subindo para a casa da frente. No correria eu não reparei se machucou, mas a cabeça chegou a bater não.”

“A gente mora na casa dos fundos e minha sogra na casa da frente. Vamos dizer assim, por um acaso, se eu tivesse feito isso, que fez tantos hematomas, tantos machucados. Como que a criança não ia chorar, não ia gritar e ninguém ia escutar? É uma coisa que não tem cabimento”,

declarou Jhonatan.

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