Segurança

Justiça decreta prisão preventiva de Wagner Oganauskas e Marcos Ramon

Em sua argumentação, juíza ressalta a alta periculosidade dos réus, para serem mantidos soltos.

Giselle
Giselle Ulbrich
Justiça decreta prisão preventiva de Wagner Oganauskas e Marcos Ramon
Na imagem estão, da esquerda para a direita: Wagner Cordeal, Ana Paula Campestrini e Marco Antônio (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

21 de julho de 2021 - 18:45 - Atualizado em 21 de julho de 2021 - 18:52

Marcos Antônio Ramon e Wagner Cardeal Oganauskas, acusados de assassinar Ana Paula Campestrini, no dia 22 de junho deste ano, tiveram a prisão temporária convertida em prisão preventiva, nesta quarta-feira (21). A decisão foi da juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1.ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba.

Em sua argumentação, Mychelle diz que a prisão se faz necessária para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal. Da forma como eles mataram Ana Paula, à luz do dia, diz a juíza, fica demonstrada a periculosidade dos criminosos e o desrespeito à vida alheia.

Ainda com base nisto, o documento diz que há testemunhas sigilosas nos autos, que temem por suas vidas, e que só aceitaram prestar depoimento mediante a preservação dos seus dados. A liberdade de Marcos e Wagner poderia influenciar e comprometer a colheita de provas. Até porque, quando estavam soltos, mostra a argumentação da juíza, os acusados tentaram destruir provas relevantes ao caso.

Exemplo disto foi o sumiço da moto usada no assassinato. Marcos Antônio teria deixado a moto com um vizinho, que a levou até uma região de chácaras de São José dos Pinhais e enterrou o veículo na propriedade de um genro. A polícia localizou a moto enterrada em pedaços na semana passada e chegou até o local através de denúncias da população.

Ainda embasando o motivo pelo qual preferiu manter os dois acusados encarcerados, Mychelle mencionou, em sua argumentação, que um dos acusados sequer demonstra respeito à Justiça, visto que Wagner tentou intimidar a juíza de outro processo disputado por ele e Ana Paula.

A juíza também fez uma ressalva em relação a Marcos. Para demonstrar a periculosidade do réu, ela anexou aos autos ações penais de outros crimes cometidos por ele, como tráfico de drogas (crime do qual ele foi condenado em maio de 2018) e vias de fato durante violência doméstica contra a esposa (crime praticado em 2018, cuja ação penal aguarda julgamento).

Wagner e Marcos já estão presos temporariamente desde o dia 24 de junho, menos de 48 horas depois da execução de Ana Paula. A determinação judicial transforma a prisão temporária de ambos em preventiva.

O que diz a defesa

Em nota, a defesa dos réus se pronunciou à imprensa dizendo apenas que está à disposição da Justiça e que formularão defesa no curso do processo. A manifestação é assinada pelos advogados Elias Mattar Assad, Karoline Alves Crepaldi e Louise Mattar Assad.

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