Segurança

Júri popular de torcedor paranista acusado de matar coxa-branca é marcado para este mês

Crime aconteceu em 2019 e réu está preso

Guilherme
Guilherme Becker / Editor
Júri popular de torcedor paranista acusado de matar coxa-branca é marcado para este mês
Lucas Gonçalves chegou a ser socorrido, mas morreu dois dias depois (Foto: Reprodução/ RIC Record TV)

10 de abril de 2021 - 15:36 - Atualizado em 10 de abril de 2021 - 15:36

O juiz substituto da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Thiago Flores, confirmou para o dia 27 de abril o júri popular do torcedor paranista Deyvis Lourival Moreira da Silva Junior, acusado de matar Lucas Siebre Gonçalves, que era coxa-branca. O crime aconteceu no dia 16 de novembro de 2019, após uma briga entre torcedores dos dois clubes no bairro Xaxim, em Curitiba.

Na ocasião, Lucas foi baleado na cabeça e nas costas e encaminhado em estado gravíssimo para o Hospital do Trabalhador. Dois dias depois a vítima não resistiu. Pelo menos três testemunhas acusaram Deyvis como o autor dos disparos, porém, o suspeito negou a versão em depoimento ao delegado Clóvis Galvão.

“Ele tá negando tudo disse que não teve participação, disse que não sabe quem atirou no rapaz, que estava simplesmente lá organizando a festa do Comando Sul, da torcida organizada Paraná”,

contou o delegado na época do crime.

Em maio do ano passado, a Justiça determinou que o réu fosse a júri popular.

O júri popular

Nesta semana a Justiça confirmou a realização do júri popular para o dia 27 de abril, às 8h. O julgamento será presencial, entretanto, devido às medidas restritivas da covid-19, com acesso controlado de pessoas.

Como o réu está preso, ele participará por videoconferência, seguindo a ordem de limitação à movimentação de presos. Deyvis segue detido na Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

As testemunhas poderão comparecer presencialmente ao júri, porém, caso prefiram, poderão optar pela oitiva por videoconferência.

Defesa está confiante na inocência do paranista

A defesa de Deyvis Lourival declarou neste sábado (10) que está confiante na inocência do réu. De acordo com o advogado Jeffrey Chiquini, com base nas provas do processo a condenação seria injusta.

“Essa defesa tem plena convicção e certeza que a sociedade paranaense compreenderá a verdade dos fatos e reconhecerá a inocência de Deyvis. Sendo este o único provimento justo a se tomar no seu julgamento, pois todas as provas do processo concluem pela inocência de Deyvis, que está sendo injustamente processado”,

disse Chiquini.

O advogado também revelou que a ação foi premeditada pelos torcedores do Coritiba. “Naquela data, torcedores do Coritiba de forma organizada, orquestrada e premeditada, buscaram de forma criminosa invadir uma festa familiar que estava sendo realizada por pequeno grupo de amigos da torcida do Paraná”, contou.

A equipe do RIC Mais tenta contato com a família de Lucas Gonçalves.

Relembre o caso

Na tarde do dia 16 de novembro de 2019, Lucas e amigos assistiram o jogo do Coritiba Foot Ball Club X Oeste de São Paulo, pela série B do Campeonato Brasileiro, no Estádio Major Antônio Couto Pereira, no bairro Alto da Glória. Após o fim da partida, o rapaz junto com pelo menos outros 50 torcedores seguiram de ônibus para o bairro Xaxim. Lá, esses desceram e foram até a região da Vila Brasília, onde uma torcida organizada do Paraná Clube fazia uma confraternização. 

Neste momento houve uma briga generalizada e Lucas acabou sendo baleado. De acordo com a Polícia Militar (PM), o torcedor do Coritiba foi baleado por volta das 20h10 próximo a estação-tubo Xaxim, em frente a um supermercado da região.

O jovem foi encaminhado para o Hospital do Trabalhador  com um tiro na cabeça e outro nas costas. Entretanto, na noite do dia 18 de novembro, os médicos confirmaram a morte encefálica do torcedor do Coritiba.

Deyvis Lourival Moreira da Silva Júnior, de 26 anos, suspeito de atirar e matar o torcedor do coxa Lucas Gonçalves, de 24 anos, se apresentou na Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos no fim da manhã do dia 22 de novembro e negou o crime.

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