Segurança

Júri popular de pai acusado de matar filha deve acontecer nesta quinta-feira (10); relembre

Luís Carlos Nadolny confessou o crime e foi preso no dia 13 de junho de 2019, poucos dias após o corpo da filha ser encontrado

Daniela
Daniela Borsuk com colaboração de Guilherme Becker, editor do portal RIC Mais
Júri popular de pai acusado de matar filha deve acontecer nesta quinta-feira (10); relembre
(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

8 de junho de 2021 - 12:20 - Atualizado em 8 de junho de 2021 - 12:49

Foi marcado para esta quinta-feira (10), no Tribunal do Júri de Curitiba, o Júri Popular de Luís Carlos Nadolny, acusado de matar a filha, a terapeuta ocupacional Aline Miotto Nadolny, de 27 anos. O crime foi registrado em 6 de junho de 2019 e o corpo da vítima foi localizado ao lado da Colônia Penal Agrícola em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Luís Carlos responde por homicídio qualificado e ocultação do cadáver.

Luís Carlos Nadolny confessou o crime e foi preso no dia 13 de junho de 2019, poucos dias após o corpo da filha ser encontrado. Para a polícia, ele contou que procurou a filha para intermediar uma discussão com a ex-esposa, sobre o valor que pagava de pensão para a filha mais nova, irmã de Aline.

De acordo com informações da polícia na época, Luiz Carlos surpreendeu a filha, que ele não via há cerca de três anos, quando ela saiu de casa para ir ao trabalho, por volta das 6h da manhã, no bairro Hugo Lange, em Curitiba. Ele pediu para conversar e Aline entrou no carro do pai. No entanto, a filha afirmou que não gostaria de opinar e nem intervir na questão, pois amava o pai e a mãe igualmente. Foi então que ele se descontrolou e estrangulou a filha com mãos enquanto ela estava sentada no banco de carona do veículo.

Em depoimento, Luís Carlos contou como o crime aconteceu.

“Grudei no pescoço dela! Me descontrolei. Segurei o pescoço, daí ela também não sei se tentou tirar a minha mão, me agarrar. Desmaiou já em seguida, não tinha mais movimento, só a garganta. Pra mim tinha morrido já de momento,  assim, porque não respirava. A cabeça da gente da confuso, eu sei que abracei, beijei, limpei a boca dela ainda, com o cachecol”.

lembrou o acusado.

Na sequência, o homem seguiu até Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, e abandonou o corpo da filha nos fundos da Colônia Penal Agrícola. 

O júri popular foi definido já em novembro de 2019, pelo juiz Thiago Flôres Carvalho, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba. Ainda, foi estabelecido que Luís Carlos permaneceria preso até o dia do julgamento.

Em nota, o advogado da família de Aline, que também é assistente de acusação, Samir Mattar Assad, elogiou o trabalho da Polícia Civil do Paraná e do Ministério Público, e afirmou que espera que Luís Carlos seja condenado conforme a denúncia do MPPR.

Veja na íntegra:

“Como advogados da família da vítima Aline entendemos que além da confissão há amplas provas no processo que incriminam o Sr. Luís Carlos Nadolny pela prática do homicídio tetra qualificado e ocultação do cadáver. Foi um excelente trabalho da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Paraná que derivou na submissão do réu ao julgamento popular em razoável espaço de tempo. Esperamos que ele seja condenado nos moldes da denúncia a  uma pena condizente a atrocidade praticada covardemente contra a própria filha”.

O portal RIC Mais busca contato com a defesa do réu.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.