Segurança

Júri de Manvailer é adiado após advogado de defesa contrair covid-19

O julgamento foi transferido para o dia 25 de janeiro do próximo ano; Luis Felipe Manvailer é acusado de matar a esposa em 2018

Redação RIC Mais
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Júri de Manvailer é adiado após advogado de defesa contrair covid-19
Foto: Reprodução/RIC Record TV

2 de dezembro de 2020 - 15:52 - Atualizado em 2 de dezembro de 2020 - 16:20

O júri popular de Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a esposa Tatiane Spitzner em 2018, foi adiado após um de seus advogados de defesa testar positivo para covid-19. O julgamento que deveria ocorrer nos dias 3 e 4 de dezembro em Guarapuava, no centro-oeste do Paraná, será realizado no dia 25 de janeiro do próximo ano, às 9h.

O pedido para a troca de datas do julgamento foi enviado pela defesa de Manvailer ao MP-PR nesta quarta-feira (2), véspera do júri popular. Conforme o documento, além de não ser possível saber com certeza quando foi a data de infecção do advogado pelo novo coronavírus, ele também manteve contato intenso com todos os outros integrantes da equipe de defesa durante as últimas semanas. 

Em nota, o escritório de advocacia que representa a família de Tatiane declarou que é preciso tratar com cautela a questão da covid-19 e informou a nova data do júri popular. Veja na íntegra: 

Informamos que o juiz Adriano Scuissiato Eyng, de Guarapuava, acaba de definir a nova data para o júri de Luís Felipe Manvailler, acusado de matar a advogada Tatiane Spitzner. Será no dia 25 de janeiro/2021, às 9h. Os familiares e o assistente de acusação, Gustavo Scandelari, da Dotti e Advogados, entendem que o assunto deve ser tratado com a maior cautela possível e seguem confiantes no resultado“.

O crime

Manvailer é acusado, pelo Ministério Público do Paraná (MP/PR), de assassinar Tatiane por meio de esganadura e jogar o corpo da esposa pela sacada do apartamento onde viviam na madrugada do dia 22 de julho de 2018. O crime teria ocorrido depois que o casal voltou de uma festa e passou a discutir. Câmeras de segurança registraram que Manvailer agrediu a vítima várias vezes antes mesmo dos dois entrarem no apartamento. As imagens mostram Tatiane sendo maltratada tanto dentro do carro, do lado de fora do edifício, como no estacionamento do prédio. 

Depois de jogar Tatiane do quarto andar, conforme a denúncia, Manvailer foi até a calçada, recolheu o corpo da esposa e voltou para o apartamento. A ação também foi registrada pelas câmeras de monitoramento do edifício. Na sequência, ele limpou os rastros de sangue da jovem que ficaram no elevador, deixou o corpo no apartamento do casal e fugiu. 

Manvailer foi preso no mesmo dia do crime após bater o carro em uma rodovia em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná, a 340 quilômetros de Guarapuava – e a cerca de 50 quilômetros da fronteira do país com o Paraguai.

Conforme o MP/PR, a promotoria sustentará a tese de homicídio qualificado (feminicídio, motivo fútil e morte mediante asfixia) e fraude processual (por ter removido o corpo da vítima do local da queda e limpado vestígios de sangue deixado no elevador). A versão é apoiada pelo fato de que o Laudo de Necropsia e o Laudo Anatomopatológico afirmaram que Tatiane já estava morta quando foi jogada da sacada.

Manvailer nega o crime

Manvailer sempre negou que tenha assassinado a esposa e sustentou a tese que Tatiane pulou da sacada enquanto os dois discutiam. No último domingo (6), ele concedeu uma entrevista ao Domingo Espetacular, da Record TV, e mais uma vez disse que jamais iria matar a companheira.

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