Segurança

Julgamento Halif: acusado de matar mãe e filha em 2019 é condenado à mais de 39 anos de prisão

Ao todo Halif deve cumprir 28 anos, 1 mês e 15 dias pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado; e pelo abandono de incapaz com resultado morte da pequena Ana Lis foram mais 11 anos, 1 mês e 10 dias

Julia
Julia Cappeletto / Estagiária
Julgamento Halif: acusado de matar mãe e filha em 2019 é condenado à mais de 39 anos de prisão
(Foto: Reprodução/Ric)

15 de julho de 2021 - 13:44 - Atualizado em 15 de julho de 2021 - 13:44

Acusado de matar Silvia Caroline França de 25 anos e abandonar com resultado de morte, a filha de Silvia, Ana Lis França de 9 meses, Halif Ferreira de Lima foi julgado nesta quinta-feira (15), em júri popular, em Cascavel, no Oeste do Estado, e condenado à mais de 39 anos de prisão.

Ao todo, são 28 anos, 1 mês e 15 dias pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado. E pelo abandono de incapaz com resultado morte da pequena Ana Lis foram mais 11 anos, 1 mês e 10 dias.

Com a acusação de crime de homicídio quadruplamente qualificado e abandono de incapaz com resultado de morte, Halif que já confessou o crime, participou do julgamento de forma remota, da Cadeia Pública de Marechal Cândido Rondon, onde está detido.

Como funciona o júri popular

Primeiro, a Justiça sorteia os sete integrantes do júri popular, que é composto por pessoas comuns da sociedade. Essas pessoas devem definir se o réu é culpado ou não.

Após o sorteio, o Ministério Público e o assistente de acusação apresentam a denúncia. A defesa do réu, composta por dois advogados, também tem direito a fala. Depois, são chamadas as possíveis testemunhas.

O julgamento

De acordo com o assistente de acusação Cléber Evangelista, a meta buscada no júri era de uma pena exemplar.

“É esperado uma pena à altura da brutalidade do crime praticado por esse rapaz contra duas mulheres, que naquele momento eram indefesas e foram covardemente retiradas deste mundo de uma maneira indescritível, no que diz respeito à violência praticada”.

Cléber Evangelista – Assistente de acusação

Já o advogado da defesa Isamel Kalil acredita que a realização do júri era irregular.

“Esse júri desde o início é nulo, porque é direito do acusado estar presente na ocasião do julgamento e está sendo negado e tirado esse direito dele. A segunda coisa, é quanto a sanidade mental do acusado, a defesa tinha feito um pedido para que ele fosse encaminhado no Complexo Médico Penal de Curitiba, para que fosse avaliado a sanidade mental dele, mas foi negado”.

Isamel Kalil – Advogado da defesa

O caso

O crime aconteceu em setembro de 2019, em um imóvel de fundos com pouco mais de 20 metros quadrados, na Avenida Carlos Gomes, em Cascavel, no Oeste do Estado.

Silvia Caroline França de 25 anos morava no local com a filha Ana Lis França de apenas 9 meses, e também com o companheiro, Halif Ferreira de Lima.

De acordo com vizinhos e amigos, o casal brigava frequentemente, e a polícia já havia sido acionada diversas vezes ao local. Em uma dessas discussões, Halif acabou matando Silvia e Ana Lis.

Depois de várias agressões, o companheiro teria esfaqueado Silvia no pescoço. Além disso, outros ferimentos no corpo da vítima foram causados por um vaso sanitário, que teria sido jogado contra a mulher. A pequena Ana Lis, que estava na casa, também foi foi encontrada morta, mas exames do Instituto Médico Legal (IML) deram inconclusivo.

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