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Caroline Berticelli / Editora

30 de junho de 2020 - 12:41

Atualizado em 30 de junho de 2020 - 12:42

Segurança

Jovem tramou morte de namorado de 69 anos junto com amante em Curitiba

A vítima foi encontrada morta dentro de sua própria residência no bairro Hauer

Jovem tramou morte de namorado de 69 anos junto com amante em Curitiba
Foto: Reprodução/RIC Record TV

O inquérito que apura o assassinato de Ernesto Sassi, de 69 anos, ocorrido no dia 22 de maio deste ano, no bairro Hauer, em Curitiba, foi concluído pela Polícia Civil. Nesta nesta terça-feira (30), os dois suspeitos irão passar por uma audiência de acareação. 

De acordo com a investigação, a namorada do idoso tramou o crime junto com seu amante. A jovem de 29 anos e seu comparsa, um rapaz de 22 anos, estão presos e foram indiciados por homicídio qualificado. O homem, inclusive, já estava detido por roubo. 

O delegado Tito Livio Barichello, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explica que ao iniciar o relacionamento com Sassi, a suspeita já possuía passagens pela polícia, o que desde o início preocupou os familiares da vítima. 

“Nós temos uma vítima de praticamente 70 anos de idade, uma vítima honesta com muito amigos, que se relacionou com uma mulher de 29 anos. Além dessa diferença de idade, que já deixava a família preocupada, essa namorada do seu Ernesto Sassi, ela tinha passagens por roubo, chegou a ser presa e o coração do seu Ernesto era tão bom, que ele chegou a pagar um advogado para ela”, disse o delegado. 

Idoso foi torturado por namorada e amante

Segundo a polícia, a mulher se aproximou do idoso porque estava interessada no dinheiro e demais que ele possuía.

No dia do homicídio, a dupla foi até a residência de Sassi e surpreenderam a vítima. Dentro de sua própria casa, ele foi teve os pés e mãos amarrados com um fio de telefone, foi torturado e assassinado.

“A vítima foi torturada, mediante asfixia, foi amarrada pelos pés, foi amarrada pelas mãos, foi pendurada pelo pescoço em uma torneira do banheiro. Uma situação muito triste”, ressalta Barichello. 

Após cometerem o homicídio, os dois roubaram diversos bens de valor da residência de Sessi, entre eles, um veículo Pegeout. O qual foi usado, posteriormente, para cometerem outros crimes.

“Ela e o amante foram na casa, torturam a vítima, levaram o carro da vítima, microondas, televisão e ainda praticaram roubo com o carro. Sem dúvida alguma é uma dama no mal que causou um dano irreversível a sociedade”, completa o delegado.