Notícias

Investigadora se torna primeira mulher a integrar grupo de operações aéreas

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

25 de janeiro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 25 de janeiro de 2018 - 00:00

Bruna diz que venceu preconceitos para não ser tratado com diferenciação (Foto: Divulgação/PC)

Bruna será a primeira mulher do estado a integrar o GOA após ter superado um rigoroso teste físico

Bruna Roberta Mayer, 33 anos, investigadora da Polícia Civil do Paraná, será a primeira mulher a integrar uma equipe de operações aéreas no Paraná e torna-se definitivamente membro do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil no estado.

Bruna também foi a única mulher aprovada no XI Curso de Operadores Aerotáticos (COA) – o qual concorreu com policiais do sexo masculino de todo país – realizado no Estado do Maranhão (MA).  

A policial passará a sobrevoar com a aeronave do Goa sob supervisão de outro operador aerotático e a partir de fevereiro assumirá, definitivamente, o cargo de operadora aerotática – qual dá apoio na parte operacional dentro da aeronave.

A servidora passou por um rigoroso teste de aptidão física, realizado por meio de uma parceria entre o GOA e Escola Superior de Polícia Civil (ESPC). “Entre os policiais inscritos, Bruna foi a única a obter êxito na aprovação, razão pela qual foi indicada a participar do XI COA, no Centro Tático Aéreo – unidade de referência nacional no Maranhão (MA)”, afirma o coordenador do Goa, o delegado Renato Coelho de Jesus.

Bruna Roberta Mayer, 33 anos, diz que um dos maiores desafios foi vencer o preconceito (Foto: Divulgação/SESP)

Durante o curso, a investigadora foi submetida a uma intensa e exaustiva série de ensinamentos, relacionados a operações aéreas de salvamento e resgate policial, em meio a mata. Se despir de sua vaidade foi um elemento importante para obter sucesso e concluir a sua formação, ao seu ponto de vista. “Cortar o cabelo foi opcional, mas eu raspei, pois percebi que os fios longos poderiam enroscar nas cordas do rapel e também me atrapalhariam durante os dias em que eu estava mata a dentro”, conta.

Bruna ressalta que entre todos os desafios enfrentados por ela, um dos maiores foi vencer o preconceito e não ser tratada com diferenciação. “Foram cerca de dois meses de treinamento, e um dos desafios foi me alinhar com os homens, que também estavam participando da capacitação. E a cada dia eu fui provando que tinha condições físicas e mentais para estar ali”, afirma a policial.

Cerca de 90 servidores de todo país participaram do processo seletivo, porém, apenas 25 foram selecionados para iniciar o XI COA, no Maranhão (MA). Destes 25, formaram-se 13 no total, entre elas a policial paranaense.

A servidora ficou em sétima colocação.

Leia mais: