Segurança

Homem é suspeito de abusar sexualmente de crianças durante anos em Mandirituba

Conforme os relatos, o homem escolhia meninos e meninas entre 8 e 11 anos; veja o que dizem as vítimas abaixo

Caroline
Caroline Berticelli / Editora com reportagens de William Bittar e Nader Khalil da RIC Record TV, Curitiba
Homem é suspeito de abusar sexualmente de crianças durante anos em Mandirituba
Foto: Reprodução/RIC Record TV

3 de dezembro de 2020 - 16:31 - Atualizado em 3 de dezembro de 2020 - 17:11

Um homem de 26 anos é suspeito de abusar sexualmente de várias crianças em Mandirituba, na Grande Curitiba, durante os últimos anos. Existem pelo menos 12 boletins de ocorrência registrados contra ele, mas a polícia acredita que mais relatos irão surgir agora que o caso tornou-se público. 

Conforme o apurado pela RIC Record TV, os crimes vêm ocorrendo há anos, mas só agora as vítimas resolveram denunciar o suspeito porque nos últimos dias um menino teria sido abusado por ele dentro de um ginásio de esportes. Quando a criança contou o que havia acontecido, todas as outras vítimas também resolveram trazer à tona as suas histórias.

A investigação sobre as denúncias é conduzida pela Delegacia de Fazenda Rio Grande, também na região metropolitana da capital.

O primeiro a contar sobre o abuso sexual foi um rapaz. Conforme ele, alguns anos atrás, quando ainda era criança, ele concordou em ir até a casa do homem, que vivia nas proximidades de sua residência, para brincar e foi então que tudo aconteceu.  

“Ele pegou e foi para a cozinha, a hora que ele voltou, ele começou a tirar a minha roupa. Eu tentei falar para ele ‘não’, ele pegou e insistiu, me segurou. Aí, tirou, foi lá, me abusou, tampou minha boca. Ele falava assim: ‘Não fala para ninguém porque se você falar vai acontecer alguma coisa com você”, disse o jovem. 

Outra jovem também lembra do que passou nas mãos do suspeito: 

“Foi seis anos atrás. Ele pegou e falou assim: ‘Tire sua roupa isso não é errado, deixa eu ver’. Daí ele pegou e foi para o banheiro. Na hora que ele voltou, ele sentou no sofá e fez eu colocar a boca no órgão. Ele me ameaçava e falava: ‘Se você contar, sua mãe e seu pai podem ser presos porque eles deixaram você sozinha”, contou a vítima que agora já é uma adolescente. 

Ainda segundo os relatos das vítimas, o suspeito costumava agir sempre da mesma maneira. Ele oferecia doces, brinquedos e recompensas para conseguir atrair as crianças para dentro de sua casa.

Duas mães conversaram com a RIC Record TV e afirmaram que seus filhos sofreram abusos sexuais recentemente. Em uma das situações, a genitora desconfiou que existia algo errado depois que o menino começou a ter comportamento violento. No entanto, a criança ainda não conseguiu se abrir e explicar o que de fato ocorreu. Já a outra mãe ouviu com detalhes o que o suspeito fez. 

“Quando a gente começou a conversar com ele, no primeiro momento, ele falou: ‘Não, mãe’. Só que aí já estampou no rosto dele que ele estava morrendo de medo. Ele começou a tremer, o queixinho começou a tremer e ele mudava de assunto. A gente foi insistindo, conversando com jeitinho, e ele começou a contar algumas coisas. Ele fez o meu filho colocar o órgão na boca e ele dizia para as crianças que era normal, que era legal fazer aquilo”, contou a mãe. 

Uma quinta vítima afirma ter sido abusada sexualmente pelo suspeito durante um retiro religioso

“Ele [filho] dormiu lá só uma noite e bastou para ele fazer isso durante a madrugada com meu piá. Ele falou: ‘Mãe’ e começou a chorar desesperado, tão desesperado e eu já entendi que ele tinha feito isso com ele. Eu perguntei: ‘Mas como que ele fez isso?’. Ele falou: ‘Arrancou a minha roupa e fez”, explicou a mãe da criança.

Suspeito de abuso nega os crimes

O suspeito fez questão de ressaltar que é evangélico e está com o casamento marcado para a próxima sexta-feira (4). Ele declarou à RIC Record TV Curitiba que não abusou sexualmente das crianças

“Dá até embrulho no estômago esse negócio. Tenho amor, tenho carinho por todas as pessoas. Só que eu não sei o que essas pessoas têm contra, que fizeram esse negócio aí, Se viessem, chegassem e conversassem comigo: ‘ó, foi acontecido isso, isso e isso’. Eu tenho nojo desse troço, porque a gente é evangélico, né!? Até arrepia a gente. Eu só quero ir casar, ter a minha própria família”, disse o suspeito.

Assista à reportagem completa: 

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.