Segurança

Homem é fuzilado com 12 tiros na ‘Biqueira do Inferninho’, suspeita do crime é presa

Mulher foi presa em flagrante. Cartão de banco de vítima estava em cima da mesa na casa dela. E último telefonema que vítima deu foi para a mulher suspeita.

Giselle
Giselle Ulbrich

25 de maio de 2021 - 21:51 - Atualizado em 25 de maio de 2021 - 21:51

Um homem identificado pelo apelido de “Polaco”, de aproximadamente 30 anos, foi executado a tiros em frente a um “forte” ponto de tráfico de drogas em Curitiba. O crime foi no bairro Alto Boqueirão, no meio da tarde desta terça-feira (25). Uma mulher foi presa em flagrante neste local, por suspeita de envolvimento no homicídio.

“Polaco” estava em frente a este local de venda e uso de drogas, conhecido há mais de 30 anos na região como “Biqueira do Inferninho”, quando um homem numa moto passou, parou ao lado da vítima e disparou contra ele. “Polaco” foi atingido por 12 tiros de pistola calibre 380 e morreu na hora. O cão dele ficou guardando o corpo, deitado encostado no cadáver do dono, até a chegada do IML.

“Inferninho”

Em menos de 20 dias, este já é o terceiro homicídio em um trecho de menos de 700 metros da mesma rua. Conforme o delegado Tito Barrichelo, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que bem provável os crimes estão interligados pelo tráfico de drogas, que é recorrente na região.

Conforme apuração do repórter Lúcio André, da RIC Record TV, a “Biqueira do Inferinho” já é velha conhecida da população local, por ser um ponto de tráfico e uso de drogas 24 horas por dia.

Presa em flagrante

Enquanto a polícia fazia as primeiras investigações do crime, notou atitudes estranhas numa mulher. Averiguando a situação, os policiais encontraram o cartão de banco da vítima em cima da mesa da casa da suspeita, que mora em frente de onde “Polaco” foi morto. Além disto, a última pessoa para quem o morto telefonou, momentos antes do crime, foi para esta mulher suspeita. A polícia encontrou o registro do telefonema no celular dela.

Diante dos indícios de envolvimento na morte de “Polaco”, o delegado determinou a prisão em flagrante dela, para que explique na delegacia o que fazia com o documento da vítima. O filho desta mulher, adolescente, também acabou apreendido e levado à delegacia para explicar o que eram as dezenas de fotos de drogas em armas em seu celular. Não se descarta a possibilidade dele também estar envolvido no homicídio.

Assista à reportagem de Lúcio André:

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