Segurança

Guardas protestam contra ação que quer interromper vacinação dos agentes de segurança pública

Ministérios Públicos entendem que vacinação dos idosos deve ser concluída antes de iniciar a das forças de segurança pública

Giselle
Giselle Ulbrich
Guardas protestam contra ação que quer interromper vacinação dos agentes de segurança pública

8 de abril de 2021 - 20:01 - Atualizado em 8 de abril de 2021 - 21:51

Guardas municipais de Curitiba, representando guardas municipais de todo o estado do Paraná, fizeram um protesto na frente da sede do Ministério Público do Paraná (MPPR), na tarde desta quinta-feira (08), contra uma ação civil pública que quer suspender a vacinação das forças de segurança pública, que começaram a ser imunizadas na semana passada. Quem passou pela frente do MPPR viu coroas de flores e seis “cadáveres” enrolados em sacos pretos.

Em vídeo gravado no local do protesto, a presidente do Sindicato da Guarda Municipal de Curitiba (Sigmuc), Rejane Soldani, diz que a ação, movida pelo MPPR, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), e que contemplaria guardas e policiais em todo o Paraná, é um absurdo. Na ação, os Ministérios Públicos entendem que é necessário primeiro terminar a vacinação dos idosos, para depois iniciar a das forças de segurança pública.

A ação dos MPs diz que o Plano Nacional de Vacinação estabeleceu critérios para vacinação de grupos prioritários: “Estes critérios consideram a necessidade de preservação do funcionamento dos serviços de saúde; a proteção dos indivíduos com maior risco de desenvolver formas graves da doença; a proteção dos demais indivíduos vulneráveis aos maiores impactos da pandemia; e a preservação do funcionamento dos serviços essenciais”, diz a ação.

Mas conforme Rejane, só a Guarda Municipal de Curitiba já tem mais de 850 guardas infectados pelo novo coronavírus, dos quais seis morreram (quatro incontestavelmente pegaram o vírus durante o trabalho) e há mais quatro guardas internados em estado grave nesta quinta-feira.

“A GM atua na linha de frente da Covid-19, dispersando aglomerações, festas clandestinas, fiscalizando uso de máscara nas cidades. O MP é insensível a isto. Depois de muito custo conseguimos iniciar a vacinação dos agentes de segurança e vem o MP querendo paralisar isso”, esbraveja Rejane no vídeo gravado, protestando e repudiando a ação dos MPs.

O objetivo do protesto, disse ela, foi o de sensibilizar os MPs para que retirem a ação. A vacinação, diz a sindicalista, veio tardiamente e ainda não contemplou todo o efetivo. Até a manhã desta quinta-feira, 870 profissionais de segurança pública (guardas e policiais) já tinham sido vacinados em Curitiba.

Delegados

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal no Paraná (ADPF-PR) também repudiou a ação dos MPs, em nota solta às 21h desta quinta-feira. “As Forças de Segurança Pública estão, assim como os profissionais de saúde, na linha de frente e estão expostos, diariamente, ao risco de contágio do coronavírus. O crime organizado não para. A polícia não faz lockdown.”, dis um trecho da nota.

“A ADPF/PR repudia veementemente a ação dos MP’s e conta com a empatia e o bom senso das Justiça Estadual e Federal, para impedir essa medida catastrófica de ataque frontal à saúde de todos os profissionais da segurança pública e, evidentemente, de toda a população.”, finaliza a nota, assinada pelo presidente da entidade, o delegado Jorge Luís Fayad Nazario.

Veja o protesto:

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