Segurança

Ex-guarda municipal não participou de crime em posto de combustível; DHPP segue investigando

Lucas
Lucas Sarzi
Ex-guarda municipal não participou de crime em posto de combustível; DHPP segue investigando
Foto: Reprodução.

13 de junho de 2020 - 17:03 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:40

O ex-guarda municipal, que era apontado como suspeito de ser um dos atiradores que participaram do crime na loja de conveniência de um posto de combustível no Centro de Curitiba, não esteve envolvido na ação. A informação veio pelo advogado do homem, que entregou provas à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) neste sábado (13).

Conforme uma denúncia que a DHPP tinha recebido, o ex-guarda municipal era suspeito de ser um dos atiradores, o que aparece de jaqueta de couro, que mataram o advogado Igor Martinho Kaluff, de 40 anos, e o amigo dele, Henrique Mendes Neto, 38.

Neste sábado, o advogado Jeffrey Chiquini, que representa o ex-guarda municipal, foi até a DHPP para, segundo ele, esclarecer o fatos. “Provamos que um dos atiradores não se trata de um guarda municipal e essa falsa denúncia anônima já foi descartada pela autoridade policial“, disse.

Segundo Jeffrey, no momento do crime o ex-guarda municipal não estava sequer no local dos disparos. “Estava trabalhando e há filmagens dele no local do trabalho. Trouxemos imagens e testemunhas. Meu cliente não teve qualquer envolvimento nos fatos”, esclareceu.

O advogado alertou que uma denúncia grave, como a que foi feita à DHPP, deve ser feita com responsabilidade. “A sociedade paranaense deve tomar cuidado com denúncias anônimas falsas. Quase acabaram com a imagem e reputação de um inocente. Trata-se em verdade de uma contrainformação a desviar o foco na investigação“.

Segundo Jeffrey, o ex-guarda municipal só não teve ainda mais complicações pelo trabalho responsável da delegada Tathiana Guzella, que conduz as investigações do crime. “A delegada teve muita cautela em não pedir a prisão preventiva do cidadão, que se apresentou e trouxe provas de que não é ele. De qualquer modo, uma denuncia anônima dessa atrapalha a investigação, tira o foco. A delegacia acabou perdendo tempo em investigar um inocente, enquanto o verdadeiro autor, que ainda não se sabe o nome, está a solta“.

Investigações continuam para encontrar atiradores

Com essa nova informação, a DHPP volta a apurar quem, de fato, é o homem que aparece de jaqueta de couro nas imagens atirando. Além dele, outros dois homens também estavam no local do crime e dispararam, os três são procurados.

O empresário que, segundo a polícia, seria o mandante do crime, foi preso. Bruno Ramos Caetano teria contratado os atiradores porque estava sendo cobrado por uma dívida envolvendo pedras preciosas, esmeraldas avaliadas em quase meio milhão de reais.

O empresário, que foi preso em casa, continua detido na DHPP. Neste sábado, ainda, o advogado de Bruno, Claudio Dalledone Jr, questionou a versão apresentada pela polícia. “A versão apresentada pela delegada é fantasiosa, é um roteiro que não vai aguentar o mínimo contraditório, quando as perícias começarem a chegar, as testemunhas começarem a falar, vai cair por terra“, disse.

Segundo Dalledone, a advogada coloca Bruno como mandante do crime, mas ela não tem provas suficientes para isso. “Quem ela ouviu? Quem ela investigou? Sequer o celular apreendido foi analisado. O ourives, Wilson, merece ser investigado, pois é tão suspeito quanto o Bruno”, defendeu o advogado, dizendo que vai pedir uma acareação (confronto de depoimentos) entre Bruno e Wilson.

Dalledone também pediu que os três atiradores compareçam à DHPP, pois eles vão poder ajudar a esclarecer os fatos. “Queremos, neste momento, esclarecer. Clamo aos que estavam armados e que acompanhavam o Bruno para que se apresentem para os esclarecimentos“.

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Foto: Reprodução/RIC Record TV.
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Foto: Reprodução/RIC Record TV.

Delegada mantem linha de investigação sobre o crime

A delegada Tathiana Guzella, que comanda as investigações, manteve o posicionamento de que a prisão do empresário se deu por ele ser o mandante do crime. Segundo ela, o depoimento do ourives e a prisão de Bruno trouxeram informações suficientes para entender não só a dinâmica do crime como também identificar os atiradores.

Segundo a delegada, a DHPP vai trabalhar agora com as provas técnicas, a verificação de informações dadas por testemunhas. A polícia também ainda aguarda os laudos periciais. A polícia destaca a importância das denúncias da população. O telefone para contato é o 0800-643-1121.

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