Segurança

Grávida morta por ‘amiga’ já havia reclamado de assédio feito pela suspeita

Segundo testemunhas, a mulher que confessou ter assassinado a gestante e roubado o bebê forçava uma amizade íntima com a vítima

Caroline
Caroline Berticelli / Editora
Grávida morta por ‘amiga’ já havia reclamado de assédio feito pela suspeita
Foto: Ilustrativa/Pixabay

3 de setembro de 2020 - 17:33 - Atualizado em 3 de setembro de 2020 - 17:41

A grávida morta em Canelinha, Santa Catarina, havia reclamado para uma amiga próxima que vinha sendo assediada pela suspeita. O desabafo foi feito cerca de um mês antes de ser assassinada e ter o bebê roubado de sua barriga

Segundo o delegado Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, a testemunha contou que mesmo incomodada, por ser muito educada, a vítima não conseguiu cortar a relação que a suspeita vinha forçando. 

Já o marido da grávida declarou que sua esposa não era amiga próxima da mulher e que ele não a conhecia. Contrariando as primeiras informações, quando se chegou a acreditar que as duas mulheres eram íntimas.

De acordo com o NSC Total, a suspeita declarou à polícia que escolheu a vítima porque seu período gestacional correspondia ao dela. Além disso, declarou que já conhecia a mulher, mas forçou uma aproximação nos últimos dois meses. 

Suspeita abordou várias grávidas

Após a descoberta do corpo da grávida morta em Canelinha, várias gestantes relataram que também foram abordadas pelas mulher que confessou o crime. No entanto, detalhes só serão revelados pela polícia ao final da investigação. 

Na última terça-feira (1º), os documentos e celular da vítima foram encontrados na casa da suspeita. 

Entenda o caso da grávida morta pela suposta amiga

A mulher, de 25 anos, estava no 36º semana de gestação e desapareceu no dia quinta-feira (27). Na sexta-feira (28), seu corpo foi encontrado com o ventre aberto e sem o bebê em uma fábrica de cerâmica desativada

Ainda na sexta-feira, depois de compartilhar fotos da vítima que era considerada desaparecida e pedir ajuda para encontrá-la pelas redes sociais, a suspeita, de 24 anos, e seu marido, de 44 anos, foram presos. A jovem nega que o homem tenha envolvimento com o crime. 

Fábrica de cerâmicas onde a grávida morta foi encontrada. (Foto: Reprodução/ND+/Redes sociais)

De acordo com a polícia, ela confessou ter inventado um chá de bebê falso para conseguir levar a vítima até a fábrica. Lá, agrediu a mulher com golpes de tijolo e abriu o abdômen da jovem com um estilete. Na sequência, foi até uma rodovia nas proximidades e fingiu ter entrado em trabalho do parto, onde recebeu a ajuda de populares. 

A suspeita então foi encaminhada para um hospital e apresentou a bebê como se fosse sua própria filha. No entanto, a equipe médica desconfiou da história porque não havia sinais de parto e a criança possuía um ferimento profundo nas costas. O qual, mais tarde foi descoberto, ter sido feito pelo estilete

A motivação para o crime horrendo foi de que ela também estava grávida, mas perdeu o bebê em um aborto espontâneo e manteve situação em segredo para não frustrar os familiares. Durantes os meses que se passaram, ela teria fingido que continuava grávida com a intenção de roubar o bebê de outra mulher

Exames constaram que a vítima teve o bebê retirado de sua barriga enquanto ainda estava viva. A causa da morte foi apontada como uma hemorragia causada pelo corte em sua barriga

O RIC Mais retirou todas as informações sobre a vítima e familiares, para assegurar o sigilo da identidade da criança, como preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Matéria feito com informações do ND+.