Segurança

Golpistas se passam pela Vigilância Sanitária e clonam telefone de pizzaria, em Foz do Iguaçu

De acordo com a dona do estabelecimento, os criminosos tiveram acesso ao número de 3 mil clientes, nos quais tentaram aplicar golpes

Caroline
Caroline Maltaca / Estagiária com informações da RIC Record TV
Golpistas se passam pela Vigilância Sanitária e clonam telefone de pizzaria, em Foz do Iguaçu
(Foto: Reprodução/Pixabay)

1 de junho de 2021 - 17:15 - Atualizado em 1 de junho de 2021 - 17:15

Através de uma ligação, criminosos clonaram o telefone de uma pizzaria, localizada em Foz do Iguaçu, e tiveram acesso a mais de 3 mil contatos. De acordo com a gerente do estabelecimento, Luana Kaufmann, os golpistas se passaram por agentes da Vigilância Sanitária que se diziam estar verificando três denúncias encaminhadas ao órgão competente sobre um suposto descumprimento de protocolos de segurança contra a covid-19 por parte da pizzaria.

“No final, ele disse assim: ‘posso considerar falsas essas denúncias?’ eu falei que sim, aí ele pediu um número móvel para ele enviar o número de protocolo. Como a gente já tinha iniciado atendimento, já tinha movimento, então na hora não consegui prestar muita atenção. No que chegou o SMS, ele falou ‘confirma o código pra mim?’, no que eu confirmei, ele clonou nosso Whatssapp”.

descreveu Luana.

De acordo com a gerente, a correria impediu que ela desconfiasse que aquela ligação poderia se tratar de um golpe. Porém, para os criminosos, era o cenário perfeito. Com o número clonado e o acesso livre a lista de contatos da pizzaria, os golpistas começaram a mandar mensagem a todos os clientes com ofertas e descontos imperdíveis.

Ao perceber que tinha sido vítima de um golpe, a pizzaria tentou avisar os clientes pelas redes sociais e por telefone. Entretanto, os criminosos foram mais rápidos e, segundo Luanda, pelo menos quatro clientes caíram no golpe e fizeram compras usando o sistema de pagamento à distância.

Confiança quebrada

Além de todo o transtorno provocado pelos criminosos, agora a comerciante precisa correr atrás de uma nova linha telefônica e de recuperar os mais de 3 mil contatos de clientes e fornecedores.

“Teve cliente que falou assim: ‘nossa, mas a gente confia em vocês’, só que nós também fomos vítimas do golpe, então a gente tentou se redimir com os clientes, pedimos desculpas, e por hora estamos evitando trabalhar com PIX. Por conta disso, de muitos clientes não estarem acreditando nessa questão”.

explicou a gerente.

Como evitar

Segundo a diretora de vigilância em saúde, Rose Meri da Rosa, a abordagem dos agentes não se dá desta forma, sempre ocorre de maneira presencial, principalmente quando se trata de denúncias.

“A gente entra em contato com as empresas previamente. Vai uma equipe no local para averiguar a situação denunciada, então fica o nosso alerta, qualquer dúvida, qualquer situação suspeita, entre em contato conosco”.

alerta Rose.

A Polícia Civil também informa que o número de denúncias relacionadas a crimes usando aplicativos de celular vem aumentando e que, tanto os comerciantes quanto a população em geral, precisam desconfiar no momento de passar algum dado ou realizar algum pagamento on-line.

“Pergunta, liga para a pessoa: ‘É esse número mesmo? É você que solicitou este valor para mim?’. [Em relação ao] código de verificação do WhatsApp, nunca deve ser oferecido para ninguém! Isso é o mais importante e a maioria dos golpes é por conta disto.

comenta o delegado Carlos Eduardo Loro.

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