Segurança

“Ele merece pagar como qualquer criminoso”, diz família de motoboy atropelado por PM

Familiares e amigos da vítima se reuniram neste domingo (2) para pedir justiça

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações da RIC Record TV Curitiba
“Ele merece pagar como qualquer criminoso”, diz família de motoboy atropelado por PM
(FOTO: ADRIANA LOPES/ RIC RECORD TV)

3 de maio de 2021 - 08:59 - Atualizado em 3 de maio de 2021 - 08:59

Os amigos do motoboy Daniel Pereira da Silva, de 27 anos, que morreu no dia 23 de abril após ser atropelado por um policial militar, que estava de folga, se reuniram neste domingo (3) para pedir por justiça. A manifestação teve início na Cidade Industrial de Curitiba, onde a vítima costumava se encontrar com amigos aos domingos. Depois, todos foram até o local do acidente.

“Era encontro dele com amigos de moto para conversar, dar risada, para brincar de moto, esse era o local que eles se encontravam todo domingo, às 15h”,

contou Daniele Pereira, irmã da vítima.

Durante a manifestação, muitas pessoas se emocionaram. A mãe de Daniel, Irondina de Fátima não conseguiu segurar as lágrimas e clamou por justiça. “Eu quero justiça pelo meu filho”, declarou a mulher.

Após saírem da Rua Stefano Soik, os amigos foram até a rua Senador Accioly Filho, onde no dia 23 de abril Daniel morreu enquanto fazia sua última entrega. Havia muitos motociclistas participando, que fizeram um “aceleraço” (aceleraram as motos todos ao mesmo tempo) em homenagem ao amigo.

“Caiu as últimas três entregas para ele e para o rapaz que trabalha conosco, infelizmente ele pegou essa última entrega e acabou cruzando o caminho desse policial bêbado, que tirou a vida de um cara que era trabalhador, pai de família”, contou Marcelo, que trabalha com entregas.

A irmã de Daniel pediu para que o policial seja responsabilizado e pague pelos atos.

“Não pode ficar impune, ele merece pagar assim como qualquer outro criminoso”,

clamou a irmã Daniele, pedindo para que o motorista pague pela morte do motoboy.

Bebida, alta velocidade e irresponsabilidade

Na ocasião, a noite do último dia 23, uma sexta-feira, o motoboy fazia a sua última entrega de pizza da noite para em seguida ir para casa. Conforme contaram os familiares de Daniel, que estiveram no local do acidente, durante o dia ele trabalhava num caminhão que comprou em sociedade com o irmão e, a noite, para complementar a renda da família, trabalhava como motoboy. Todos os dias chegava em casa à meia noite e já estava em pé às 5h para trabalhar.

Naquele fim de noite, conforme apurou a Polícia Civil, o policial que causou o acidente saía de uma festa, com três mulheres em seu carro, a caminho de outra festa (em pleno período de toque de recolher e proibição de festas), quando causou o acidente.

As mulheres prestaram depoimento na Delegacia de Delitos de Trânsito informando que, além de ter ingerido bebida alcóolica, Jasiel também dirigia perigosamente, em alta velocidade e sem parar em esquina nenhuma. Acabou acertando em cheio o motoboy, que seguia pela preferencial.

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