Segurança

Ex-policial militar é condenado a 40 anos de prisão pela morte de Renata Larissa

Renata Larissa, de 22 anos, desapareceu no dia 27 de maio de 2018, ao sair para encontrar Peterson. O corpo da vítima só foi localizado mais de dois meses depois, em um matagal às margens da BR-376, em São José dos Pinhais

Daniela
Daniela Borsuk
Ex-policial militar é condenado a 40 anos de prisão pela morte de Renata Larissa
(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

3 de agosto de 2021 - 19:52 - Atualizado em 3 de agosto de 2021 - 19:52

O ex-policial militar Peterson Cordeiro foi condenado a 40 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pela morte da jovem Renata Larissa dos Santos. O julgamento, que foi realizado no Tribunal do Júri, em Curitiba, nesta terça-feira (3), mais de três anos após o crime. O réu não compareceu ao tribunal e soube da sentença diretamente do Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde está detido. 

Peterson foi condenado por homicídio, com pelo menos três qualificadoras: impedir defesa da vítima, feminícidio e matar para ocultar crime de estupro.

Renata Larissa, de 22 anos, desapareceu no dia 27 de maio de 2018, ao sair para encontrar Peterson. O corpo da vítima só foi localizado mais de dois meses depois, em um matagal às margens da BR-376, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no dia 1º de agosto de 2018. No celular do ex-policial, a Polícia Civil encontrou fotos e vídeos da vítima nua, com as mãos algemadas para trás, sendo estuprada. O laudo da morte de Renata Larissa apontou que a jovem foi estrangulada. 

Relembre o caso 

Na época do crime, Peterson era soldado da Polícia Militar do Paraná e estava lotado no 22º Batalhão da PM, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele teria marcado um encontro com a vítima e a levou até o estacionamento do Zoológico de Curitiba em maio de 2018. A partir disso, o celular de Renata Larissa perdeu o sinal e a jovem desapareceu. A família da jovem, desesperada, não sabia com quem ela havia saído e a polícia não tinha pistas sobre a localização da vítima ou do que teria acontecido com ela. 

Peterson continuou trabalhando normalmente e, conforme as denúncias feitas para a Polícia Civil, cometeu abuso sexual contra outras mulheres durante o período em que ficou solto. As investigações chegaram até o PM depois de uma mulher que foi estuprada foi até a Delegacia da Mulher e registrou um boletim de ocorrência. Em uma perícia no celular do suspeito para investigar esta outra situação, a polícia encontrou fotos de Renata Larissa algemada com as mãos para trás e nua, sendo estuprada. Foram as imagens que indicaram que o ex-policial poderia ter relação com o caso.

Apesar de estar detido, Peterson negou o crime. Somente dois meses depois, o corpo de Renata foi encontrado, após uma denúncia anônima. Em agosto, a jovem foi localizada morta em um matagal em São José dos Pinhais. Conforme informações da polícia, a vítima foi estrangulada e no seu pescoço estava um pano com dois nós. Devido ao estado de decomposição do corpo e o tempo desde o seu desaparecimento, Renata só foi reconhecida por familiares por uma tatuagem e um piercing. O Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba analisou as digitais da jovem e apenas assim pode oficializar que o corpo encontrado era mesmo de Renata Larissa dos Santos.