Segurança

Ex-policiais rodoviários estaduais são condenados por organização criminosa

Ao todo, 15 policiais foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP/PR), mas um deles não participou do julgamento; os réus ainda podem recorrer da decisão 

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais
Ex-policiais rodoviários estaduais são condenados por organização criminosa
Foto: Reprodução/Gaeco

23 de julho de 2021 - 20:31 - Atualizado em 23 de julho de 2021 - 21:11

Quatorze ex-policiais rodoviários estaduais que foram flagrados quando cobravam propina em estradas do sudoeste do Paraná foram condenados, nesta sexta-feira (23), por organização criminosa, 11 por corrupção praticada por agentes públicos, três por peculato, dois por falsidade ideológica e dois por prevaricação. 

Ao todo, 15 policiais foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP/PR), mas um deles não participou do julgamento porque seu advogado não pode comparecer por motivo de saúde. Eles aguardavam a audiência em liberdade.

O julgamento, que iniciou na quinta-feira (22), aconteceu no Tribunal do Júri de Curitiba, com junta composta por quatro juízes militares definidos por sorteio (um major, um capitão e dois tenentes) e um de direito. 

As penas variam entre seis e 19 anos de prisão. Os réus ainda podem recorrer da decisão da Justiça. 

Investigação

De acordo com a denúncia do MP/PR, os policiais rodoviários estaduais recebiam dinheiro de motoristas para não multarem veículos com irregularidades.

Entre as provas apresentadas, da investigação que ocorreu no ano de 2018, estão filmagens dos acusados dividindo dinheiro e recebendo dinheiro de motoristas, escutas e mensagens telefônicas e até imagens gravadas por um investigador infiltrado em um ônibus de sacoleiros que registrou o momento em que os PMs recebiam dinheiro.

Todos foram acusados pelos crimes de concussão, peculato, organização criminosa, falsidade ideológica, prevaricação e violação do sigilo funcional. No entanto, durante o julgamento, alguns foram absolvidos de certos fatos.

Expulsos da PM

Segundo o advogado Luciano Katarinhuk, que defende um dos réus, em julho de 2020, 13 deles foram expulsos da corporação após julgamento administrativo, uma policial solicitou baixa do cargo e outro foi absolvido.

Na ocasião, o Comando-Geral da Polícia Militar do Paraná julgou conclusivas as provas apresentadas, pelo Gaeco, contra os policias. Eles foram desligados por atos infracionais contra a honra e o decoro da PM.

Ainda conforme Katarinhuk, os 13 PMs excluídos ainda recebem remuneração já que estão recorrendo a decisão.