Segurança

Esquadrão Antibombas recebe traje de R$ 1,2 milhão para atender ocorrências

O traje possibilita que o operador explosivista se aproxime de maneira segura de um local onde há artefato com risco de detonação

Daniela
Daniela Borsuk com Secretaria da Segurança Pública
Esquadrão Antibombas recebe traje de R$ 1,2 milhão para atender ocorrências
(Foto: Polícia Militar do Paraná)

28 de março de 2021 - 11:36 - Atualizado em 28 de março de 2021 - 11:36

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) recebeu dois novos trajes que serão utilizados pelos operadores do Esquadrão Antibombas em ocorrências envolvendo artefatos explosivos em todo o estado do Paraná. Os equipamentos custaram R$ 1,2 milhão.

A entrega oficial das vestimentas foi feita na sexta-feira (26), pelo secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, junto com o comandante-geral da PM, coronel Hudson Leôncio Teixeira, e o comandante do Bope, major Marcio Antônio Machado Pereira.

“Foi feita uma licitação internacional para adquirir esses trajes de qualidade. Fizemos isso para elevar a eficiência das ações e, também, a autoestima dos operadores, que poderão trabalhar com um recurso mais moderno e adequado ao trabalho que desenvolvem”.

disse o secretário.

Segundo ele, mais investimentos estão previstos para a PM e as demais instituições de segurança pública do Paraná para reforçar a resposta contra o crime organizado. “Vamos continuar fornecendo melhores equipamentos às forças policiais, pois quem ganha com isso é a própria sociedade, que passa a contar com profissionais de segurança pública mais preparados”, complementou.

A entrega dos materiais ocorreu no pátio do Quartel do Comando-Geral da PM, em Curitiba. Os novos trajes foram dispostos em local aberto e com restrição de pessoas para evitar aglomerações. “O Bope, assim como o Esquadrão Antibombas, já é conhecido nacional e internacionalmente como uma unidade de referência e, agora, temos a possibilidade de ampliar as ações, elevando a eficiência e otimizando a resposta em casos que envolvem artefatos explosivos”, disse o major Machado.

Para a Secretaria da Segurança Pública a compra dos trajes antibomba também foi importante para ampliar a possibilidade de adquirir produtos de mais qualidade aos profissionais. Devido as especificidades do produto, foi feito aberto o pregão eletrônico para empresas do exterior e uma empresa canadense foi a vencedora do certame.

Segundo o diretor-geral da Pasta, coronel João Alfredo Zampieri, as vestimentas custaram R$ 1,2 milhão. “Conseguimos o recurso junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para dar mais subsídios aos operadores do Bope”, afirmou.

A aquisição iniciou-se em 2017, após um estudo técnico para que o Esquadrão Antibombas pudesse contar com equipamento mais moderno e que atendesse a demanda no atendimento de ocorrências que envolvam a desativação de artefatos explosivos.

Aplicação

O traje é uma das ferramentas mais importantes na atividade antibombas. Somente com ele é que o operador explosivista pode se aproximar de maneira segura de um local onde há artefato com risco de detonação.

As principais ações do Esquadrão Antibombas são em casos de arrombamento de agências bancárias e de caixas eletrônicos, em que há materiais suspeitos, e em situações em que são encontradas malas ou outros objetos suspeitos abandonados, que podem conter explosivo e exige verificação técnica.

O capitão Rodrigo Hoinatski, responsável pelo grupo antibombas, destacou que a prioridade do equipamento é garantir a segurança ao operador. “É de fundamental importância que os policiais militares tenham segurança e possam desempenhar uma ação mais segura, com um dispositivo mais avançado”, disse.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.