Segurança

Vídeo mostra engenheiro agredindo e jogando namorada pra fora de carro de luxo, em Curitiba

Márcia Marcondes, colunista de segurança pública da RIC Record TV explica que é necessário incentivar a intervenção de outras pessoas da forma que for possível em casos de violência doméstica

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora
Vídeo mostra engenheiro agredindo e jogando namorada pra fora de carro de luxo, em Curitiba

19 de outubro de 2020 - 12:49 - Atualizado em 19 de outubro de 2020 - 12:49

Um vídeo mostra um engenheiro agredindo e jogando a namorada pra fora de um carro de luxo na avenida Iguaçu, no Água Verde, em Curitiba, por volta das 23h15 deste domingo (18). As imagens foram registradas por câmeras de segurança de prédios na região.

A mulher, que trabalha como produtora de eventos e tem 24 anos foi socorrida por vizinhos, que também acionaram uma viatura policial.

O engenheiro, de 46 anos, foi preso em flagrante e autuado por lesão corporal e injúria.

Engenheiro é flagrado agredindo e jogando namorada pra fora de carro

De acordo com uma testemunha, após descer do carro a jovem foi até um ponto de ônibus para pedir um carro de aplicativo, mas logo em seguida foi cercada pelo indivíduo, que a agrediu.

“Ele jogou ela no jardim, logo em seguida ela entrou no carro, e foi quando ela tentou tirar a chave do carro e não conseguiu. Ele ofendendo ela bastante. Foram muitos gritos e ele ofendendo ela demais”, disse a testemunha.

Após a confusão, a vítima foi levada para um prédio da região, onde recebeu ajuda de moradores.

“Já fui, chamei a polícia, e logo em seguida a polícia chegou, e ele começou a dar volta atrás dela, e na última tentativa dele fechou o sinal, e nisso chegou a viatura e eu consegui avisar os policiais que conseguiram prender ele no sinaleiro”.

No local, o engenheiro civil foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Mulher, mas foi solto após algumas horas depois de pagar fiança.

Vítima tentou retirar a queixa

Apesar da imagens, nesta segunda-feira (19) a vítima foi até a Delegacia da Mulher prestar depoimento. No local, a jovem tentou retirar a queixa de violência.

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Conforme Alonso Nunes do Nascimento, advogado da vítima, a jovem não tem intenção em seguir com o processo.

“Ela acredita que os fatos não teriam acontecido na maneira que aconteceram se não fossem por interferências de terceiros, que no calor da emoção acabaram por aumentar o problema, então agora ela veio à delegacia se retratar, solicitar que não fosse adiante. Mas como a lei Maria da Penha não autoriza a retirada de acusações que são de cunho exclusivamente do Ministério Público, a parte de injúria já foi retirada, e no restante do processo em um momento oportuno será feita a retratação”, informou o advogado da vítima.

Márcia Marcondes, colunista de segurança pública da RIC Record TV explica que é necessário incentivar a intervenção de outras pessoas da forma que for possível em casos de violência doméstica.

Além disso, segundo Márcia, quando acontece ofensas morais, como xingamentos e ameaças, a vítima teoricamente tem o direito de não prosseguir com o inquérito.

“Quando falamos nas agressões físicas, como o fato dela ter se machucado, aí não. Aí o procedimento corre mesmo com revelia da vítima, pois há alguns anos já é considerada ação penal pública e incondicionada, ou seja, o dono da ação é o Ministério Público, não é a vítima”, orienta a especialista.

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