Segurança

Empresário é preso por encomendar morte de comerciante em Curitiba

A vítima, que havia trabalhado para o empresário, descobriu um superfaturamento em uma obra de aproximadamente R$ 5 milhões

Caroline
Caroline Berticelli / Editora com reportagem de Tiago Silva da RIC Record TV, Curitiba
Empresário é preso por encomendar morte de comerciante em Curitiba
O crime ocorreu na loja de tapeçaria automotiva do comerciante. (Foto: Reprodução/Plantão 190)

25 de junho de 2020 - 14:26 - Atualizado em 26 de junho de 2020 - 13:45

Um homem suspeito de envolvimento no assassinato do comerciante Jean Carlos Pereira foi preso nesta quinta-feira (25), em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime ocorreu no dia 10 de fevereiro deste ano, na loja de tapetes automotivos da vítima, no bairro Prado Velho, na capital. 

Duas armas de fogo, mais de 20 munições, documentos e uma BMW/M3 foram apreendidas durante a ação. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados ao suspeito e outro investigado. Em Curitiba, as buscas ocorreram nos bairros Água Verde, Centro e Pilarzinho.

O delegado Tito Barichello, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explica que os alvos da operação desta quinta-feira são empresários que encomendaram a morte de Pereira. Enquanto outro suspeito, detido no dia 19 de março em em São José dos Pinhais, também na RMC, teria contratado o atirador e levado o homem até o local do homicídio

“Nós prendemos, em um primeiro momento, a pessoa que levou o executor até lá, que contratou diretamente o executor. E hoje, nós cumprimos mandados de busca e apreensão dos mandantes, de empresários ricos que contrataram a pessoa que contratou o executor”, disse o delegado. 

Ainda conforme Barichello, o carro de luxo foi apreendido como uma medida cautelar de arresto. “É uma medida que visa subtrair patrimônio daquele que causou um crime, com o fim de indenização da vítima em momento futuro. Então, nós temos aqui uma BMW/M3 2018, avaliada em R$ 380 mil, esse carro pretendemos levar a leilão, para garantir a indenização dos filhos da vítima”.

Outro empresário está foragido

Outro empresário também suspeito de envolvimento no crime já foi identificado e é considerado foragido. Já o assassino profissional, contratado para matar Pereira, até o momento, não teve sua identidade descoberta

“O executor, aquela pessoa que portava aquela pistola calibre 9 mm de uso restrito, que usou aquela municação do Paraguai, nós não sabemos quem é. Nós sabemos que levou o executor, quem pagou a pessoa que levou, mas não temos o executor”, ressalta o delegado. 

Motivação do crime

Conforme apurado pela Polícia Civil, a motivação seria um desentendimento comercial entre os empresários e a vítima, referente a construção de uma usina de energia solar, no estado de Goiás. Pereira, que era funcionário dos mandantes do crime, estava na cidade de Palmital quando descobriu que obra dos patrões era superfaturada, não concordando com o crime, ele pediu demissão e voltou ao Paraná. O que gerou uma rescisão contratual que causou descontentamento aos mandantes do crime

“Um dos mandantes, que está foragido, tem uma empresa de energia solar, e ele tem um contrato milionário no estado de Goiás, na cidade de Palmital, em uma fazenda, em que uma obra de mais ou menos R$ 5 milhões foi construída e houve desentendimentos entre a vítima e o mandante. Dessa briga, gerou a rescisão contratual com o empresário porque a obra, segundo consta na investigação, estava sendo superfaturada, ou seja, estavam enganando o fazendeiro e o Jean discutiu, não concordou com o mandante que era seu empregado naquele momento e acabou voltando para Curitiba. Logo em seguida, ele já disse que estava sendo ameaçado, que estava com medo”, conta Barichello.

Denuncie

Qualquer informação que possa ajudar na investigação pode ser repassada à polícia, de forma anônima, pelo telefone 0800 643 1121.  

Assista à entrevista com o delegado Tito Barichello:

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