Segurança

Delegado geral da Polícia Civil critica duramente UFPR pelo cancelamento do concurso

Sílvio Rockemback criticou duramente o Núcleo de Conursos da UFPR. Cogita a contratação de outra organizadora de concurso e incentiva que candidatos peçam ressarcimento do prejuízo

Giselle
Giselle Ulbrich

21 de fevereiro de 2021 - 13:32 - Atualizado em 21 de fevereiro de 2021 - 15:02

O delegado geral da Polícia Civil do Paraná, Silvio Jacob Rockembach, conversou com a imprensa sobre o cancelamento do concurso da Polícia Civil. Além de surpresa, ele mostrou indignação pela atitude do Núcleo do Concursos da UFPR, já que, até ontem, estava tudo certo e planejado e o comunicado pegou todos de surpresa na madrugada.

A primeira declaração do delegado na coletiva de imprensa foi de indignação. “Inadimissível que mais de 100 mil candidatos sejam desrespeitados desta forma. Não podemos admitir que uma universidade federal, um núcleo de concurso com o know-how da Universidade Federal do Paraná reconheça falhas horas antes da aplicação das provas e cancele esse concurso da forma como ele foi cancelado. Mostra total falta de respeito não só com com os candidatos, mas também com a Polícia Civil”, disse o delegado.

Veja a justificativa da UFPR para a suspensão das provas

Rockembach disse que só quem já fez concurso sabe o quanto é difícil para os candidatos terem que se deslocar. Conforme ele, há muita gente que veio das regiões norte e nordeste. Muitos vieram de onibus, pediram dinheiro emprestado pra poder viajar.

Ratinho Júnior: “É inaceitável”, sobre o cancelamento do concurso

“É um prejuízo também aos cofres públicos, mas acima de tudo é desrespeito ao ser humano. Se havia falhas, que nos tivessem chamado para uma conversa franca com antecendência. Mas teria que ter havido essa transparência. Não havia problema algum cancelar, desde que com a antecedencia necessária para que os candidatos não fossem expostos ao que foram hoje no estado do Paraná”, declarou.

Rockembach ainda contou que, da mesma forma que todos os candidatos, souberam do cancelamento através do comunicado que foi postado pela UFPR no site dos concursos. “Eu estive pessoalmente ontem na UFPR, conversei com o coordeandor do núcleo de concursos, perguntei sobre a organização. E ele me garantiu que tudo estava em perfeitas condições. E não só ontem. A Polícia Civil vinha acompanhando diariamente o certame. Em várias oportunidades perguntamos e a resposta que tinhamos sobre os questionamentos e dúvidas era que o Núcleo de Concursos da UFPR estava totalmente preparado para a aplicação das provas“.

Indignação e revolta toma conta de quem prestaria o concurso. Rodoviária e aeorpoto tiveram fila hoje de manhã, com candidatos tentando remarcar passagem de volta pra casa.

Agora, a Polícia Civil vai apurar especificamente quais foram as falhas que impediram a realização do concurso em cima da hora. Mas o delegado geral já garantiu que tratou-se de desorganização e falta de planejamento do Núcleo de Concursos, já que teria sido perfeitamente possível a aplicação das provas dentro das regras exigidas pelas secretarias de saúde. Bem provável o contrato com o NC-UFPR será rompido, já que houve quebra de cláusulas contratuais por parte do NC-UFPR. E a Polícia Civil pretende tomar medidas legais, incluindo a resposabilização pessoal dos envolvidos no cancelamento do concurso. Outra instituição deverá ser contratada para dar continuidade ao certame.

“Nós contratamos uma universidade de renome. Nunca passou pela nossa cabeça que uma univesidade com essa experiência de aplicação de vestibulares pudesse demonstrar essa falta de planejamento e organização que nos causou essa surpresa tremenda“, surpreendeu-se Rockembach,

Falta de pessoal na Polícia Civil

O delegado geral ainda contou que a Polícia Civil tem um déficit histórico de pessoal. Além de ser um cocncurso esperado pela Polícia Civil, o cancelamento causa um prejuízo monstruoso para a sociedade, disse ele. “Precisamos contratar policiais. O concurso é necessário para recompor os quadros e prestar um serviço eficiente para a população do Paraná

Rockembach ainda resaltou que os candidatos têm direito de cobrar ressarcimento. “Se eu fosse candidato eu também cobraria. Porque isso é uma falta de respeito que não tem nem como falar”, disse ele, ao final da coletiva de imprensa.

Assista na íntegra a fala do delegado, pelo Facebook do Ric Mais:

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