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Caroline Berticelli / Editora

20 de janeiro de 2020 - 00:00

Atualizado em 1 de julho de 2020 - 16:29

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Criança de 7 anos que morreu atropelada em Cascavel é sepultada

O motorista responsável pelo acidente foi espancado por moradores do bairro Melissa e precisou ser socorrido; ele não possui CNH

Criança de 7 anos que morreu atropelada em Cascavel é sepultada
O atropelamento ocorreu na noite do último sábado (18). (Foto: Reprodução)

A criança de 7 anos que morreu após ser atropelada, na noite de sábado (18), em Cascavel, no oeste do Paraná, foi sepultada nesta segunda-feira (20) sob forte comoção. (Assista vídeo abaixo)

No local, familiares e amigos deram o último adeus para a pequena Maria Eduarda.“Era uma menina alegre, uma menina feliz. A gente quer Justiça porque esses casos estão ficando impune”, declarou Leandro Alves Mendes, padrinho da vítima.  

Atropelamento 

Imagens de uma câmera de segurança flagraram Maria Eduarda sendo arremessada a cerca de 10 metros após ser atingida pelo veículo. “Ela tava na casa da minha irmã, ela tava subindo pra ir no barzinho comprar doce”, contou a mãe da vítima, que prefere não se identificar.

A investigação da Polícia Civil apontou que a menina estava na pista de rolamento quando o atropelamento aconteceu. Ela chegou a ser socorrida pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), mas não resistiu aos ferimentos. 

Motorista é espancado por testemunhas

Segundo testemunhas, o condutor do veículo tentou fugir após o acidente, mas bateu o veículo durante a fuga. O homem acabou detido e brutalmente espancado por moradores do bairro Melissa. Ele precisou ser socorrido e encaminhado ao hospital, onde recebeu alta neste domingo (19). 

Em entrevista, Fernando Zamoner, delegado adjunto da Polícia Civil, explicou que o suspeito não foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante, no dia do acidente, devido aos ferimentos que sofreu ao ser agredido e também porque o delegado que estava de plantão entendeu que não era possível ter a certeza de que o suspeito realmente iria fugir do local do atropelamento.“Uma porque ele não pode ser apresentado, conduzido à Polícia Civil logo após o fato, e a segunda questão, como se sabe há uma previsão legal que nas situações em que se trata de crime de trânsito e que não há a consumação de uma fuga do local sem prestar socorro, a própria lei dispensa dar autuação em flagrante. Ao final de investigação, se ele foi responsabilizado a partir de uma sentença judicial, ele passa cumprir a pena”, disse. 

Durante coletiva de imprensa, realizada nesta segunda-feira, Zamoner fez questão de pontuar que o fato do homem ter sido espancado durante uma tentativa de linchamento, atrapalhou o andamento da investigação, já que não foi possível levá-lo até a delegacia, assim como realizar o teste de bafômetro porque ele estava inconsciente quando a Polícia Militar. “Foi feita a coleta de sangue pelo hospital, então, a gente vai tentar ver se há base biológica suficiente pra conseguir fazer um exame que, eventualmente, aponte a presença de álcool no sangue”. 

A polícia também confirmou que o homem não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O caso é investigado pela Polícia Civil. 

Vídeo:

*Com informações de Rebecca Branco, da RIC Record TV