Segurança

Casal desaparecido na Grande Curitiba pode estar morto, entenda

Linha de investigação, que era de desaparecimento, mudou. Delegado acredita que o casal desaparecido há duas semanas na Grande Curitiba esteja morto.

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Lucas Sarzi com informações de Thais Travençoli e Willian Bittar, RIC Record TV Curitiba
Casal desaparecido na Grande Curitiba pode estar morto, entenda
Foto: Reprodução/Facebook.

30 de julho de 2020 - 15:19 - Atualizado em 30 de julho de 2020 - 15:19

Há duas semanas, Liliana Vargas e Felipe Augusto desapareceram depois de dizerem à filha adolescente que iriam até uma farmácia em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Eles não voltaram mais e a polícia começou a investigar. Primeiro suspeitava-se de um desaparecimento, mas agora a polícia acredita que o casal possa estar morto.

Segundo a polícia, o casal saiu de casa por volta das 21h do dia 15 de julho. “Não voltaram e deixaram dois filhos, uma adolescente de 16 anos e o filho de um, sozinhos em casa. A menina contou aos avós, que acionaram a polícia”, contou o delegado Fábio Machado.

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Foto: Willian Bittar/RIC Record TV.

Carro encontrado queimado e homem morto

Várias informações chegaram à polícia sobre o desaparecimento do casal. Uma delas foi sobre onde estaria o carro em que eles estavam quando desapareceram e a polícia comprovou que o veículo era deles.

O carro foi achado em Campo Magro, também na RMC. Na região, a cerca de 5 quilômetros do local, um homem foi encontrado morto e dentro do bolso dele havia uma chave de um Palio. Apesar disso, segundo a polícia, este homem não era Felipe.

“A princípio, levantamos que a pessoa encontrada morta não tem relação com o casal. Apesar disso, ainda vamos verificar se havia alguma relação social com o casal, mas a princípio o que temos é que uma terceira pessoa foi encontrada a 5 quilômetros do carro e não tem uma relação direta com o desaparecimento”, destacou o delegado.

Polícia trabalha com hipótese de que o casal esteja morto

Há duas semanas sem respostas, a mãe de Liliana segue sem nenhuma informação. Ela soube que o carro foi encontrado destruído, mas segue sem saber onde eles estão. “Quero saber se ela está viva, se ela está morta. Eu, como mãe, tenho esse direito”, desabafou Leocir Fontoura.

Para a Polícia Civil de São José dos Pinhais, ainda não há nenhum indício de onde o casal esteja. As condições em que foi encontrado o carro deixam a suspeita ainda pior sobre o caso.

“Agora estamos deixando de lado a hipótese de desaparecimento e estamos tratando o caso como feminicídio ou até mesmo homicídio”, disse o delegado Fábio Machado.

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Foto: Reprodução/Camera de Segurança.

Conforme o delegado, a primeira informação era de que o casal tinha saído de casa por volta das 10h. “Pelas câmeras de segurança do condomínio, vimos que eles entraram e saíram do local várias vezes e teriam se ausentado do condomínio por volta das 21h”.

A polícia descobriu que Liliana tinha, contra Felipe, uma medida protetiva que ainda estavam em vigor. “Trabalhamos com a hipótese de um eventual feminicídio ou de um homicídio, já que havia essa medida protetiva em vigor. Eles teriam reatado recentemente. Mas verificando o antecedente, havia também o envolvimento dela com o tráfico de drogas”, completou Fábio Machado.

Na medida em que o tempo de desaparecimento avança, a hipótese de desaparecimento começa a ficar remota. “Claro que trabalhamos sim com a possibilidade de localizá-los com vida, mas, com os últimos indícios, a probabilidade maior seja de crime”. O delegado pediu que denúncias ou informações sobre o casal sejam passadas para a polícia pelo telefone (41) 3299-1500.