Segurança

“Sofro com cada reportagem”, diz caminhoneiro envolvido em acidente na BR-277

O caminhoneiro falou com o Balanço Geral Curitiba e disse do quanto está sofrendo com o acidente na BR-277. Veja a entrevista!

Lucas
Lucas Sarzi com informações da RIC Record TV Curitiba
“Sofro com cada reportagem”, diz caminhoneiro envolvido em acidente na BR-277
Foto: Reprodução/RIC Record TV.

4 de agosto de 2020 - 12:01 - Atualizado em 4 de agosto de 2020 - 14:44

Cláudio Alexandre Seroisk, o caminhoneiro que se envolveu no trágico acidente na BR-277 foi ouvido pela Polícia Civil nesta terça-feira (4). Na porta da Delegacia de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o homem falou com a equipe do Balanço Geral Curitiba e disse o quanto está arrasado com tudo o que aconteceu.

O acidente, que aconteceu na noite de domingo (2), matou oito pessoas e deixou vários feridos. A tragédia aconteceu por causa de um incêndio ambiental às margens da BR-277, que provocou fumaça e dificultou a visão de motoristas. À reportagem da RIC Record TV, o motorista disse que está mal com tudo o que aconteceu.

Como é que vai estar bem com uma situação dessas? Não tem como. A gente se sente mal por atropelar um bicho, não tenho coragem de prender um passarinho na gaiola”, desabafou Cláudio.

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Para o caminhoneiro, ele também foi vítima, pois não havia sequer sinalização no local do incêndio. “Eu fui vítima, porque ali é o meu caminho e tudo aconteceu em fração de segundos. A perícia constatou que eu tinha em torno de 1,4 metros de visibilidade. Não esperava que iria encontrar o trânsito parado, porque não tinha visão nenhuma”.

“No que entrei, começou batendo em tudo. Quem imagina que entraria numa cortina de fumaça, teria um monte de carro parado, ninguém sinalizando e as pessoas no acostamento?”.

(Foto: Divulgação/PRF)

Segundo o caminhoneiro, a tragédia que aconteceu na BR-277 tem o abalado demais, principalmente por ver quantas vidas se foram. “É muito triste, ver pessoas com toda a vida pela frente indo embora assim. Isso tem me abalado mais, porque na hora era tudo muito choque, intenso, aquela cena de guerra. Não conseguia distinguir nada, decifrar nada”.

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“Aos poucos fui vendo imagens. Eu sofro com cada reportagem que vejo de pessoas indo ao IML fazer reconhecimento. O que eu tenho para dizer é que Deus conforte a alma dessas pessoas, que estejam num bom lugar, porque eu me sinto muito mal com isso“.