Segurança

Cadela é morta a tiros por empresário na porta de mercado

Animal estava acompanhado do dono, de apenas 13 anos

Guilherme
Guilherme Becker / Editor
Cadela é morta a tiros por empresário na porta de mercado
(FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

15 de outubro de 2020 - 12:42 - Atualizado em 15 de outubro de 2020 - 12:42

Uma cadela foi morta a tiros em frente a um mercado, na cidade de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na tarde da última segunda-feira (12). O animal estava acompanhando o dono, de apenas 13 anos, que foi fazer compras para os pais. Ao escutar o barulho, o adolescente correu socorrer o pet, mas a cadela não resistiu.

Com o animal sangrando, o menino pegou a cadela nos braços e levou correndo até a casa dos pais. Diante do animal de estimação, o garoto suplicou em meio a lágrimas “Ô Belinha, tá me ouvindo?”. Entretanto, o ferimento causado pela espingarda tirou a vida do cão.

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De acordo com investigação do delegado Mario Souza, o responsável pelos disparos foi o empresário dono do mercado. Por volta das 13h, o menino foi até o estabelecimento localizado no Loteamento nascer do Sol, no bairro Boa Vista, e, como de costume, a cadela Belinha acompanhou no trajeto.

Chegando no mercado, o adolescente entrou comprar as encomendas dos pais e o animal ficou do lado de fora. Entretanto, o proprietário do estabelecimento teria se incomodado com a presença da cadela e disparou com uma espingarda. 

Com o animal ferido e o tumulto causado, o menino saiu desesperado e encontrou a Belinha sangrando. De imediato o adolescente pegou a cadela no colo e levou até a casa dos pais. Entretanto, o cão não resistiu.

cruz cachorro
Garoto fez uma cruz para lembrar da cadela (FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

Moradores da região se revoltaram e fizeram protestos em frente ao mercado. A Brigada Militar foi chamada e o empresário foi preso. De acordo com os militares, o homem revelou que o disparo era apenas para “assustar o animal”. De acordo com a nova lei de maus-tratos aos animais, o crime não tem fiança e o acusado pode pegar de 2 a 5 anos de reclusão.