Segurança

Avó denuncia que neto autista foi agredido por vendedora em terminal de ônibus de Curitiba

A aposentada de 68 anos levava o neto para fazer tratamento médico no bairro Boqueirão, em Curitiba, quando ele ficou agitado após ver um brinquedo no terminal

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de Thais Travençoli, da RIC Record TV Curitiba
Avó denuncia que neto autista foi agredido por vendedora em terminal de ônibus de Curitiba
(Foto: Reprodução/RIC Record TV)

10 de setembro de 2021 - 14:51 - Atualizado em 10 de setembro de 2021 - 14:51

A aposentada Cleusa Terezinha do Amaral, de 68 anos, procurou a equipe do Balanço Geral, da RIC Record TV, para fazer uma denúncia: segundo ela, seu neto de cinco anos, que sofre de autismo, foi agredido por uma vendedora de uma loja no Terminal Guadalupe, em Curitiba, na última sexta-feira (3).

Segundo a avó, ela e o neto saíram de Colombo, onde moram, e pararam no Terminal Guadalupe para ir ao banheiro. O destino dos dois era o local onde seu neto faz tratamentos médicos para o autismo há cerca de dois anos, no bairro Boqueirão, em Curitiba. No entanto, no terminal, o menino teria ficado agitado após ver um brinquedo. A aposentada, preocupada com o horário dos exames, não comprou o brinquedo e tentou seguir com o neto para a estação-tubo mais próxima. O menino, porém, ficou cada vez mais agitado.

Foi então que, segundo a avó, uma vendedora saiu de dentro de uma loja e agrediu a criança.

“Apareceu do nada, juntou o cabelinho dele, sacudiu e deu um tapa aqui no rosto dele. Quando ela levantou a mão para dar mais um […], para intimidar, eu dei um tapa no rosto dela também”, contou dona Cleusa.

A aposentada contou ainda que, quando ela foi com o neto para dentro da estação-tubo, a vendedora perseguiu-os para bater no menino.

Depois das consultas do neto, dona Cleusa foi até a delegacia prestar queixa sobre o acontecimento. Os policiais conduziram a vendedora para o Núcleo de Proteção a criança e ao Adolescente (Nucria) e devem investigar o caso.

“Ela precisa de um tratamento. Não ‘tô’ com raiva dela, eu quero que ela faça um tratamento para ela não pegar outras crianças por aí”, finaliza a avó.