Segurança

“Mesma moto, mesma jaqueta, mesmo capacete”, delegada aponta semelhanças entre atirador que matou Ana Paula e diretor que está preso

Homem foi flagrado almoçando horas após o crime com uma jaqueta idêntica a roupa utilizada enquanto pilotava a moto

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações do repórter Willian Bittar, da RIC Record TV
“Mesma moto, mesma jaqueta, mesmo capacete”, delegada aponta semelhanças entre atirador que matou Ana Paula e diretor que está preso
(Foto: Reprodução/ RIC Record TV)

5 de julho de 2021 - 07:52 - Atualizado em 5 de julho de 2021 - 07:52

O laudo do Instituto de Criminalística aponta semelhanças entre o atirador que matou Ana Paula Campestrini e o diretor financeiro da Sociedade Morgenau, Marcos Antônio Ramon, que está preso desde o dia 24 de junho. O indivíduo já havia sido apontado como suspeito logo após o crime, porém, imagens de câmeras de segurança apresentaram ainda mais compatibilidade.

De acordo com um documento da Polícia Científica, de 42 páginas, foram analisadas imagens do dia do crime, registradas por câmeras de segurança. Poucas horas após o crime, que aconteceu na manhã do dia 22 de junho, o suspeito foi flagrado almoçando em um restaurante com uma jaqueta preta idêntica à do homem filmado por uma câmera na motocicleta que foi utilizada na execução.

“Já conseguiu-se provar com as imagens alcançadas na via do lado da casa desse atirador, que ele saiu com a mesma moto, mesma jaqueta, mesmas vestes, mesmo capacete. Foi até o clube Morgenau e lá ficou buscando, esperando a vítima sair para persegui-la”,

revelou a delegada da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tathiana Guzella.
suspeito de matar ana paula
Nas duas primeiras imagens Marcos Ramon é visto horas após o crime em um restaurante; já na imagem debaixo, o atirador aparece com uma jaqueta idêntica (Foto: Reprodução/ RIC Record TV)

Além da semelhança relacionada às vestes, o porte físico do diretor financeiro é compatível ao atirador, além de ambos serem canhotos. A motocicleta utilizada para cometer o crime, foi vista no estacionamento do clube, onde Marcos Ramon e o ex-marido da vítima trabalhavam.

“É minha. Tá aí dentro. Não tem placa, é novinha”,

falou Marcos Ramon para um porteiro, após ser perguntado sobre a moto estacionada no local.

O inquérito sobre a morte de Ana Paula Campestrini foi concluído na noite deste sábado (3). Nesta segunda-feira (5), membros da DHPP farão uma coletiva de imprensa para apresentar novidades sobre o caso.

O crime

A delegada Camila afirma que Ana Paula teria ido, na manhã do assassinato, fazer a carteirinha para ter acesso ao clube Sociedade Morgenau, no qual as filhas treinavam esportes. O presidente do clube, no entanto, era seu ex-marido, Wagner. A polícia afirma que o homem não deixava Ana Paula ter contato com as filhas e que ela ia até o local, onde ficava na calçada, somente para acenar, de longe, para as meninas.

A delegada responsável pelas investigações, Tathiana Guzella, contou que Ana Paula deixou o clube de carro e foi direto para casa. Testemunhas afirmaram que viram Marcos Antônio, que é diretor financeiro da Sociedade Morgenau e amigo de Wagner, subindo em uma moto sem placas, logo após a saída da vítima do clube. Outro ponto que será averiguado é que, conforme a polícia, as câmeras de segurança da Sociedade Morgenau estavam sem funcionar nos últimos dias, ferramenta que estava à disposição de Wagner, o presidente do clube.

A Polícia Civil ainda afirma que a moto estava escondida no clube há alguns dias, mas que após o crime o veículo não foi mais localizado.

“O autor dos disparos perseguiu a vítima, o veículo da vítima, quando a vítima saiu da sociedade Morguenal, que era o clube onde os três filhos da vítima frequentavam e faziam esportes. Ela teria conseguido pela manhã, na data de sua morte, a sua carteirinha de acesso ao clube”.

Contou a delegada Tathiana.

O suspeito, Marcos Antônio, teria então esperado até que a vítima chegasse no portão de casa para descarregar a arma contra o carro conduzido por Ana Paula, efetuando 14 disparos. Ela foi atingida pelos tiros, não resistiu aos ferimentos, e morreu no local.

Marcos Antônio já tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas. A arma do crime não foi localizada até o momento.

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