Segurança

“Achei que era o diabo”, diz universitário que matou vizinho a facadas em Curitiba

No dia do crime, o assassino confesso aguardou a chegada da polícia e pediu para ser preso

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Redação RIC Mais com informações de Marcelo Borges, da RIC Record TV Curitiba
“Achei que era o diabo”, diz universitário que matou vizinho a facadas em Curitiba
Foto: Reprodução/Grupo RIC

8 de julho de 2021 - 16:09 - Atualizado em 8 de julho de 2021 - 16:11

Durante seu depoimento, o universitário que confessou ter assassinado seu vizinho de 75 anos a facadas na noite da última terça-feira (7), no bairro Novo Mundo, em Curitiba, declarou à polícia que pensou que o idoso Idalício Amede de Camargo fosse “o diabo”. 

No dia do crime, Randolfo José Francisco Antônio Garrotti, de 46 anos, aguardou a chegada da polícia ao lado do corpo da vítima. Ele pediu aos policiais que atenderam a ocorrência que o prendessem, pois sofre de esquizofrenia e não sabia o que estava fazendo

Conforme seu relato dado à polícia, ele perdeu o controle porque estava sem tomar a medicação prescrita porque não havia remédio na Unidade Básica de Saúde (UBS). “Faz 13 anos que eu tomo, fazia duas semanas que eu não tomava e eu não consegui pegar no posto, tentei várias vezes. Eu sabia que tinha que tomar, eu não posso ficar sem”, disse ao delegado. Ele ainda completou explicando que quando não toma o remédio tem os pensamentos dominados por sentimentos desagradáveis. “São pensamentos ruins, pensamentos de morte, pessoas que morreram, só coisa ruim, o dia inteiro na cabeça.” 

Indagado sobre a motivação para ter assassinado o idoso, o assassino confesso declarou que não existiu uma motivação e que estava fora de si quando atacou a vítima.

“Infelizmente, esse senhor abriu a porta, eu chamei ele de Thiago, não sei o que, matar, quer morrer. E daí, fui para cima dele, comecei a bater na cabeça dele, peguei a faca. Eu fiz uma m*, eu sou covarde, eu sou covarde. Eu nunca bati em ninguém, nunca matei ninguém, nunca fiz nada, nunca usei droga. Sempre tentei ser uma pessoa de bem. Eu achei que ele era o diabo”,

falou Randolfo. 

Randolfo não possui passagens anteriores pela polícia e deve ser indiciado por homicídio. Ele está detido no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

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