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Segundo prefeitura, bilhetagem eletrônica não terá demissões de cobradores

Redação RIC Mais
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23 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 23 de novembro de 2018 - 00:00

A implantação da bilhetagem eletrônica em todo o sistema de transporte de Curitiba será feita em quatro anos (Foto: Daniel Castellano/SMCS)

“Todo ano temos uma saída natural de cerca de 25% desses trabalhadores, vamos aproveitar esses momentos para implantar gradativamente a bilhetagem eletrônica”, afirmou Neto

A implantação da bilhetagem eletrônica em todo o sistema de transporte de Curitiba será feita em etapas, ao longo de quatro anos, informou o presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba S/A), Ogeny Maia Neto em reunião nesta quinta-feira (22). Segundo Maia Neto, a medida não causará demissões.

‘Saída natural’ de cobradores

“Todo ano temos uma saída natural de cerca de 25% desses trabalhadores, por aposentadoria ou por pedidos de demissão, e vamos aproveitar esses momentos para implantar gradativamente a bilhetagem eletrônica, sem precisar de demissões”, explicou o presidente da Urbs.

Na última segunda-feira (19), o Sindicato havia pedido a votação em regime de urgência do projeto de implantação da bilhetagem eletrônica que tramita na Câmara Municipal. Porém, na reunião com o presidente da Urbs, nesta quinta (22), o secretário-geral do Sindimoc, Adão Farias, entregou pedido de retirada do projeto do Legislativo, sob a alegação da necessidade de debater o tema. Ogeny Maia Neto ressaltou que o projeto não deve ser votado neste ano e que o diálogo está mantido.

“A Câmara Municipal é o melhor fórum de discussão, pois existem as comissões e a possibilidade da participação de toda a sociedade no processo”, destacou Maia Neto.

Modernização no transporte coletivo

A proposta de modernização do sistema de cobrança no transporte de Curitiba tem tripla finalidade: possibilitar o avanço tecnológico e aumentar a segurança de operadores e dos passageiros com a retirada de dinheiro vivo de circulação e dar sustentabilidade financeira ao transporte público.

Atualmente em Curitiba, 37% do acesso ao transporte ainda é feito com pagamento da passagem em dinheiro. “É um volume muito grande e o caixa do cobrador acaba sendo o maior chamariz para assalto e roubos”, destacou presidente da Urbs.

Redução de cobradores está em convenção

A redução da função de cobradores nos moldes atuais está prevista na Convenção Coletiva assinada pelo Sindimoc com a entidade patronal, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), que emprega os 3.424 cobradores que trabalham no sistema. É compromisso do Setransp a oferta de cursos de requalificação profissional para que os cobradores possam ser absorvidos em outras funções, dentro mesmo das empresas empregadoras.

No decorrer no ano o Setransp fechou parceria com Serviço Nacional do Transporte (SENAT) que abriu 57 cursos gratuitos aos cobradores da capital. Em menos de dois meses já são quase três mil inscritos. Os cursos mais procurados são de Almoxarife, Operador de Empilhadeira, Monitor de Transporte Escolar e Mecânica à Diesel Avançada. “São profissões que podem ser exercidas dentro das próprias empresas ou mesmo em outros mercados”, disse Maia Neto.

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