Notícias

Segundo ano da pandemia “pode ser ainda mais difícil”, afirma OMS

Reuters
Reuters
Segundo ano da pandemia “pode ser ainda mais difícil”, afirma OMS
Mike Ryan, da OMS

13 de janeiro de 2021 - 17:11 - Atualizado em 13 de janeiro de 2021 - 17:15

GENEBRA (Reuters) – O segundo ano da pandemia de Covid-19 pode ser mais difícil do que o primeiro, devido à forma como o novo coronavírus está se espalhando, especialmente no hemisfério norte, à medida que mais variantes infecciosas circulam pelo mundo, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira.

“Estamos entrando em um segundo ano disso, pode ser ainda mais difícil devido à dinâmica de transmissão e alguns dos problemas que estamos vendo”, declarou Mike Ryan, principal autoridade de emergências da OMS, durante evento nas redes sociais.

O número de mortos em todo o mundo está se aproximando de 2 milhões desde o início da pandemia, com 91,5 milhões de pessoas infectadas.

A OMS, em atualização epidemiológica publicada durante a noite, informou que depois de duas semanas de menos casos registrados, cerca de cinco milhões de novos casos foram relatados na semana passada, resultado provável de uma queda na proteção durante a temporada de festas.

“Certamente no hemisfério norte, particularmente na Europa e na América do Norte, vimos esse tipo de tempestade perfeita — frio, pessoas em locais fechados, aumento da interação social e uma combinação de fatores que aumentaram a transmissão em muitos, muitos países”, disse Ryan.

Maria Van Kerkhove, chefe técnica da OMS para Covid-19, alertou: “Depois das festas, em alguns países a situação vai piorar muito antes de melhorar.”

Para ela, é importante que as pessoas mantenham o distanciamento social. “Quanto mais longe, melhor”, disse.

Em meio a temores crescentes sobre a variante mais contagiosa do coronavírus detectada pela primeira vez no Reino Unido, mas agora circulando em todo o mundo, governos de toda a Europa anunciaram nesta quarta-feira restrições mais rígidas e mais longas à circulação de pessoas.

(Reportagem de Stephanie Nebehay, em Genebra, e John Miller, em Zurique)

tagreuters.com2021binary_LYNXMPEH0C1O0-BASEIMAGE

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.