Saúde

Três macacos morrem por febre amarela no Paraná

A vacina está disponível em toda a rede de saúde pública e quem tem entre nove meses e 59 anos e nunca tomou uma dose deve se vacinar

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora com informações da Agência de Notícias do Paraná
Três macacos morrem por febre amarela no Paraná
Foto: reprodução agência saúde

23 de dezembro de 2020 - 10:12 - Atualizado em 23 de dezembro de 2020 - 10:12

Nesta quarta-feira (22), a Secretaria da Saúde do Paraná divulgou o boletim quinzenal da febre amarela no Paraná com o registro de três macacos mortos (epizootias) confirmadas nos municípios Cruz Machado, Honório Serpa e Palmas.

O período epidemiológico, com início em julho, soma 87 notificações de epizootias:

  • 11 foram confirmadas como morte de macacos contaminados pela febre amarela;
  • 32 foram descartadas;
  • 35 são apontadas como indeterminadas;
  • 9 estão em investigação.

Febre amarela no Paraná: estado não registrou casos em humanos

Nesse período, o Paraná não registrou casos de febre amarela em humanos. Das 10 notificações registradas, nove foram descartadas e uma está em investigação.

“Apesar de não termos casos de febre amarela em humanos, estamos em alerta para a circulação do vírus em função das mortes de macacos confirmadas. Estes animais não transmitem a doença; da mesma forma que o homem eles são contaminados. Por isso os macacos são considerados sentinelas e sinalizadores da presença do vírus”, afirmou o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

A Secretaria da Saúde recomenda à população a vacinação contra a febre amarela. A vacina está disponível em toda a rede de saúde pública e quem tem entre nove meses e 59 anos e nunca tomou uma dose deve se vacinar.

Os sintomas iniciais da febre amarela são:

  • febre de início súbito e duração de até sete dias
  • dor de cabeça
  • calafrios
  • náuseas
  • vômito
  • dor no corpo
  • dor abdominal

Esses sintomas se confundem com outras doenças como leptospirose, gripe ou dengue.

A febre amarela pode ter evolução rápida, em cerca de 10 % dos casos, para formas graves com icterícia (amarelão da pele), dor abdominal intensa, sangramentos e falência renal.

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