Saúde

OMS confirma caso de influenza A H1N2 com potencial pandêmico, no Paraná

Mulher infectada trabalha em um abatedouro de porcos no interior do estado e tem 22 anos

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações da OMS
OMS confirma caso de influenza A H1N2 com potencial pandêmico, no Paraná
(FOTO: ILUSTRAÇÃO)

11 de julho de 2020 - 10:35 - Atualizado em 11 de julho de 2020 - 10:36

A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou nesta sexta-feira (10) um caso de influenza A H1N2, na cidade de Ibiporã, na região metropolitana de Londrina, no Paraná. A vítima é uma mulher de 22 anos, que trabalha em um abatedouro de porcos e foi infectada no dia 12 de abril. Após apresentar sintomas respiratórios a paciente foi tratada com oseltamivir, não precisou ser hospitalizada e já está curada.

Após análise do resultado do exame pelo Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), laboratório referência do Rio de Janeiro, autoridades locais iniciaram investigação no matadouro e também em cidades onde moravam trabalhadores que tiveram contato com a mulher. Um segundo indivíduo, que também esteve no local da provável contaminação, desenvolveu sintomas respiratórios no mesmo período do caso confirmados, porém não foi realizado coleta de amostra.

A doença pode ser contraída de animais e possui potencial pandêmico.

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Casos de influenza A H1N2

Segundo a OMS, até o momento, 26 casos de influenza A H1N2 foram relatados desde 2005, incluindo dois do Brasil. A maioria dos casos apresentou sintomas da doença leve e não houve evidência de transmissão de pessoa para pessoa.

Os vírus da gripe suína circulam nas populações de porcos em muitas regiões do mundo. Dependendo da localização geográfica, as características genéticas desses vírus diferem. A maioria dos casos humanos é resultado da exposição ao vírus da gripe suína através do contato com animais infectados ou ambientes contaminados.

No caso de uma infecção humana confirmada ou suspeita causada por um novo vírus da influenza com potencial pandêmico, incluindo um vírus variante, uma investigação epidemiológica completa do histórico de exposição a animais, viagens e rastreamento de contato deve ser conduzido.

Medidas gerais de higiene, como lavar as mãos regularmente antes e depois de tocar nos animais e evitar o contato com porcos doentes, devem ser respeitadas.

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